Rybakina dá bons sinais em vitória sobre dublê de Serena
Primeiro, "dublê de Serena" não é apelido nem piadinha com sentido pejorativo. A adversária de Elena Rybakina na primeira rodada do US Open foi a jovem americana Thea Frodin, de 17 anos. Durante as gravações de "King Richard: Criando Campeãs", Thea, então com 12, foi dublê nas cenas de tênis que mostravam a jovem Serena Williams. Nesta terça-feira, entrou como wild card para encarar a número 2 do mundo.
Rybakina entrou em quadra com dois pontos de interrogação pairando sobre sua cabeça: 1) a expectativa para se tornar número 1 do mundo, o que vai acontecer se a cazaque alcançar as semifinais em Nova York; e 2) seu estado físico após abandonar o WTA 1000 de Cincinnati por causa de uma lesão. As respostas foram animadoras.
Elena venceu por 6/3 e 6/2, em apenas 1h14min de jogo e fez uma apresentação bastante sólida diante de uma rival que mostrou armas importantes, tanto com o saque quanto com bolas potentes do fundo de quadra. Frodin, aliás, terminou o duelo com mais aces (11 a 6) e winners (19 a 17) do que Rybakina, o que não é nada fácil de fazer. A cazaque, contudo, cedeu apenas dois break points (salvou ambos) e cometeu dez erros não forçados a menos (11 a 21) do que a adolescente.
Rybakina agora está a quatro vitórias de se tornar número 1 e, no momento, depende apenas de seus próprios resultados. Se, por acaso, cair antes das semifinais, ainda poderá sair de Nova York na liderança do ranking, mas precisará contar com derrotas de Aryna Sabalenka, Coco Gauff e Jessica Pegula (nesse cenário, se uma das três for campeã, será a próxima número 1).
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