‘Crimson Moon’ mistura metal e música clássica em uma trilha que respira com o jogo
Criar um RPG nunca é uma tarefa simples.
Há a pressão do orçamento, a necessidade de equilibrar jogabilidade e narrativa, a construção de um mundo que seja ao mesmo tempo bonito, funcional e acessível a um grande público.
Agora, fazer um RPG que una o Alto Renascimento à estética gótica — duas eras que, naturalmente, entram em atrito — é ainda mais difícil.
Esse foi o desafio que a ProbablyMonsters encarou com Crimson Moon , um jogo que precisava ser tão visualmente coeso quanto brutalmente consistente em sua identidade.
A cidade sitiada de Gildenarch pulsa com essa dualidade, há beleza nos vitrais e nas arquiteturas ornamentadas, mas também sangue, violência e caos.
Quando Oliver Regueiro , diretor criativo, e Chris Wilson , compositor principal, perceberam que precisavam de uma trilha sonora que respirasse junto desse ambiente, entenderam que o desafio ia além das notas musicais.
Como fazer a música honrar o gótico e o metal sem que um devorasse o outro? Como traduzir em som o que o jogo já alcançava em imagem? Regueiro e Wilson entenderam rapidamente que precisariam de ajuda.
Trouxeram para a conversa nomes como Misha Mansoor , fundador do Periphery e veterano em trilhas para games como Halo 2 Anniversary (2014) e Destiny: Rise of Iron (2016), além de Jared Dines e Ricky Armellino .
“Quando fui convidado para colaborar com a incrível equipe da ProbablyMonsters , fiquei muito honrado”, disse Mansoor em entrevista à Rolling Stone Brasil .
O desafio estava lançado: como fazer esses mundos sonoros coexistirem? Cinemática de Crimson Moon (Foto: Divulgação) A grande epifania veio quando Wilson percebeu que não podia simplesmente colocar uma guitarra pesada por cima de uma orquestra pronta.
“Pensei na instrumentação do metal como parte de uma orquestra maior, em que às vezes a orquestra lidera, às vezes o coro lidera, às vezes o metal lidera — e, às vezes, eles conversam entre si”, disse.
Oliver concordava: “Não queríamos ter uma faixa de uma banda de metal e, então, só colocar material em cima.
Queríamos incorporar e construir”, afirmou.
Com essa visão em mente, Wilson chamou Misha , Jared Dines e Ricky Armellino para colaborar e o processo foi deliberadamente libertador.
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