'Super Alvinho': aos 10 anos, prodígio da Maré que já criou app e estudou em Harvard hoje vive em abrigo e sonha construir robôs
Menino com altas habilidades enfrenta falta de moradia com a mãe no RJ O menino Álvaro Siqueira de Melo, que tem altas habilidades, e a mãe Priscila de Melo precisaram morar em um abrigo do município do Rio por conta de dificuldades financeiras enfrentadas durante o tratamento da mãe contra uma tuberculose.
Com a repercussão do caso depois de uma matéria do jornal O Globo, uma corrente de solidariedade se formou e a família conseguiu dinheiro para retornar para Cabo Frio, onde o Super Alvinho, como é conhecido, tem uma bolsa de estudos em uma escola particular.
Nesta terça-feira, Priscila informou nas redes sociais do menino que arrecadou pouco mais de R$ 36 mil com a campanha de vendas do livro dele e doações.
Super Alvinho e a mãe Priscila de Melo Reprodução Aos 10 anos, Alvinho já acumula conquistas, prêmios e certificados.
Ele aprendeu a ler aos 4 anos com um aplicativo, aprendeu inglês na internet e desenvolveu um aplicativo para Harvard contando as dificuldades de um menino negro na comunidade.
"Esse aplicativo eu fiz para um curso de programação em Harvard, é de programação em blocos.
O jogo fala sobre a minha história, foi feito em inglês e eu fiz com 7 anos.
Também fala sobre o parquinho que vive quebrado nas comunidades, também fala sobre a escola pública que não tem atendimento especializado para crianças com altas habilidades", explica Alvinho.
Álvaro Siqueira de Melo, o Alvinho, em 2025 Redes sociais "Hoje eu quero ser um grande construtor de robôs na Europa.
Tem um cowork em um shopping e lá é um espaço para estudos.
Cada um chega e fica estudando ou trabalhando.
A minha mãe está terminando o mestrado e eu tô pensando em voltar para a Legacy nesse ano e o meu sonho principal é ser um grande construtor de robôs na Europa", conclui.
A família é do Complexo da Maré e estava morando em Cabo Frio, para onde pretende voltar.
"Graças às matérias que saíram recentemente muitas pessoas se mobilizaram e ficamos muito surpresos com a corrente de solidariedade para que ele volte para a escola, que a gente retome a nossa vida e com a esperança de um futuro melhor, um futuro organizado para que ele possa estudar, se desenvolver e alcançar os sonhos dele", destaca a mãe.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.