TSE manda retirar posts com fake news que associa Lula a ritual satânico na Avenida Paulista
Lula em Missa de Nossa Senhora Aparecida no Alvorada Ricardo Stuckert A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quarta-feira (14) a retirada de publicações que associam falsamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um suposto ritual satânico na Avenida Paulista, em São Paulo.
A decisão liminar estabelece prazo de três horas para a remoção do conteúdo pelos responsáveis pelas postagens e pela Meta, empresa que controla Instagram, Facebook e Threads.
A medida atende parcialmente a um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais.
Entre os alvos da representação estão Paulo Bilynskyj, Marcos Antonio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, Fernando Emílio dos Santos Machado e Dárcio Bracarense Filgueiras, além dos responsáveis por outros perfis nas redes sociais.
Como mostrou o g1, as imagens utilizadas no vídeo foram gravadas durante a 4ª Marcha para Exu, realizada na Avenida Paulista em 16 de agosto de 2026.
Na decisão, a ministra afirmou que a manifestação religiosa não tem vínculo com a campanha eleitoral de Lula e citou checagens da Agência Lupa que corroboram a descontextualização do material.
“A montagem, assim, não se limita à expressão de opinião crítica ou à interpretação de manifestação pública.
Ela atribui ao candidato a participação em evento ao qual não compareceu, mediante associação indevida entre uma celebração de religião de matriz africana e suposto ritual satânico”, escreveu Estela Aranha.
A ministra considerou que as publicações apresentam conteúdo “manifestamente inverídico e descontextualizado”, com potencial para induzir os eleitores ao erro e comprometer a regularidade do debate eleitoral.
Ela justificou a urgência da retirada pela proximidade do segundo turno e pelo risco de ampliação da desinformação por meio de novos compartilhamentos.
A ordem de remoção abrange sete publicações: cinco no Instagram, uma no Facebook e uma no Threads.
Os responsáveis também ficam proibidos de republicar ou difundir o mesmo vídeo ou materiais substancialmente idênticos.
A Meta deverá adotar providências quanto às reproduções idênticas ou equivalentes e informar ao TSE as medidas tomadas.
A empresa terá ainda de preservar os registros de acesso às contas responsáveis pelas publicações, além dos dados e metadados relacionados à divulgação, aos compartilhamentos e às métricas de engajamento desde 12 de outubro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.