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Caixa defende moradia popular após carteira imobiliária bater R$ 1 trilhão

UOL Economia ·
Caixa defende moradia popular após carteira imobiliária bater R$ 1 trilhão

A Caixa Econômica Federal destacou o crescimento da carteira de crédito imobiliário do banco, que superou R$ 1 trilhão no segundo trimestre, alta de 15% na comparação com o mesmo período de 2025. Com o avanço, o banco defende a missão de manter a utilização total do orçamento liberado para a habitação social.

Carteira de crédito imobiliário da Caixa atingiu o recorde de R$ 1 trilhão. O avanço foi resultado de 511,1 mil contratos habitacionais firmados no primeiro semestre após a liberação de R$ 137,6 bilhões. O cenário mantém a Caixa na liderança do segmento, com mais de dois terços (67,9%) da participação no mercado imobiliário e garantiu o acesso à moradia própria a 1,5 milhão de pessoas.

Minha Casa, Minha Vida sustenta o crescimento do crédito imobiliário. Carlos Antônio Vieira Fernandes, presidente da Caixa, afirmou que o crescimento das concessões foi impulsionado pelo aumento de 38% das contratações do programa Minha Casa, Minha Vida, para R$ 73,5 bilhões. "Por dia, a Caixa coloca R$ 1 bilhão na economia brasileira só em habitação", disse, em videoconferência para comentar o balanço financeiro da instituição.

Pela primeira vez, vimos a redução da base do déficit habitacional do país anunciada pelo Ministério das Cidades. Isso tem muito a ver com que nós estamos fazendo. Carlos Antônio Vieira Fernandes

Perspectivas apontam para a manutenção do foco na moradia popular. "Na habitação social, o que tiver de orçamento a Caixa tem obrigação de executar, porque produz 99% dessa carteira", afirmou Marcos Brasiliano Rosa, vice-presidente de finanças e controladoria da Caixa.

Avaliação foi realizada após divulgação do balanço financeiro do banco. A Caixa reportou na noite de ontem um lucro de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, valor 5,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado . Os resultados também apontam para a evolução de 11,9% da carteira total de crédito da instituição, para R$ 1,44 trilhão e da inadimplência de 3,64%.

O segundo trimestre deste ano foi extremamente desafiador para o mercado financeiro, mas a Caixa colhe números muito significativos. Carlos Antônio Vieira Fernandes

Inadimplência da carteira da Caixa é superior à do mercado. O percentual das dívidas acima de 90 dias do banco estatal cresceu 0,2 ponto percentual (de 4,73% para 4,93%) no segundo trimestre. A taxa caminha na contramão da concorrência, que recuou a inadimplência de 3,71% para 3,64% no mesmo período.

Brasiliano afirma que resultado evidencia o foco da atuação. Ainda que a carteira do agronegócio some 20,74% de inadimplência, o executivo diz que a Caixa trata a evolução do índice como uma instabilidade. "Agora, olhamos para essa carteira como uma oportunidade diante da possibilidade de renegociar esses créditos e atender os clientes com dificuldade na safra."

Total de ativos da Caixa alcançou R$ 1,45 trilhão no trimestre. O volume é 11,9% superior ao registrado há um ano. Houve ainda o crescimento do nível de cobertura da proteção das carteiras de 4,7% para 4,8%. Entre os ativos, 7,26% (R$ 105 bilhões) são classificados como "problemáticos".

Carteira imobiliária aparece com nível menor de devedores.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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