Justiça do Rio decreta falência da Oi pela segunda vez
A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (25), a falência da Oi.
Os desembargadores negaram, por unanimidade, recursos dos bancos credores Bradesco e Itaú.
Esta é a segunda vez em menos de um ano que a companhia de telefonia tem sua quebra reconhecida pela Justiça.
O que aconteceu A Justiça do Rio de Janeiro decreta a falência da Oi pela segunda vez em menos de um ano, após negar recursos de bancos credores.
A empresa de telefonia não conseguiu quitar uma dívida estimada em R$ 44 bilhões, afetando cerca de 164 mil credores.
A decisão visa preservar os direitos constitucionais e trabalhistas, com a nomeação de administradores judiciais para o processo.
A primeira decretação de falência da Oi havia ocorrido em novembro de 2025, após o primeiro processo de recuperação judicial, iniciado em dezembro de 2022.
Naquela ocasião, a decisão foi suspensa depois que os bancos credores recorreram.
Os bancos argumentaram que a interrupção das operações da empresa poderia gerar prejuízos irrecuperáveis para credores, clientes e funcionários.
Mesmo com a suspensão anterior, a empresa não conseguiu honrar uma dívida estimada em R$ 44 bilhões, que afetava cerca de 164 mil credores.
A situação financeira crítica levou à nova determinação judicial.
Quais são os próximos passos? A desembargadora Monica Maria Costa Di Piero destacou na decisão a importância de garantir os direitos dos trabalhadores, preservando todos os direitos constitucionais e trabalhistas.
A magistrada anunciou a contratação do advogado Bruno Rezende como administrador judicial e Adriano Pinto Machado como observador judicial, do escritório Pinto Machado Advogados, além do escritório Sergio Zveiter, para atuarem no processo de falência da Oi.
Para o especialista em Recuperação de Tributos e Direito Bancário, Bruno Medeiros Durão, o foco da discussão agora se desloca para a qualidade e a disponibilidade do patrimônio restante.
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