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O parasita marinho que faz a língua de um peixe atrofiar e ocupa seu lugar dentro da boca

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O parasita marinho que faz a língua de um peixe atrofiar e ocupa seu lugar dentro da boca

Isópode entra pela região das brânquias, instala-se na boca e permanece no lugar da língua enquanto o peixe continua se alimentando

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O Cymothoa exigua protagoniza uma das relações parasitárias mais estranhas conhecidas entre animais. Esse pequeno crustáceo entra no peixe, fixa-se na língua e prejudica sua irrigação até o órgão atrofiar. Depois, permanece exatamente naquela posição, enquanto o hospedeiro continua nadando e conseguindo se alimentar.

O parasita é um isópode marinho da família Cymothoidae. Na fase jovem, ele alcança o hospedeiro pela região das brânquias e segue até a cavidade bucal. Ali, a fêmea se prende firmemente à língua usando seus apêndices adaptados para fixação.

A presença prolongada compromete o tecido, e a língua começa a atrofiar. No caso clássico estudado em Lutjanus guttatus , um pargo do Pacífico, sobra uma pequena porção na base, justamente onde o crustáceo permanece ancorado. Ele passa então a ocupar fisicamente a posição do órgão perdido.

A imagem popular de que o animal “arranca” a língua com as garras é exagerada. O processo ocorre gradualmente. O parasita alimenta-se inicialmente associado aos tecidos e ao sangue da língua, enquanto a irrigação fica comprometida e o órgão sofre atrofia.

O vídeo abaixo, do Gross Science, trata especificamente do parasita que substitui a língua dos peixes e explica como o Cymothoa exigua se instala no hospedeiro e permanece dentro de sua boca.

É justamente essa característica que tornou o animal célebre. O peixe consegue continuar movimentando alimento dentro da boca mesmo com o isópode ocupando o lugar onde antes estava a língua. O fenômeno é frequentemente descrito como um raro caso de substituição funcional de um órgão por um parasita.

Isso não significa que o crustáceo deliberadamente “decida” servir como uma prótese. Seu corpo simplesmente permanece ancorado no local. O Smithsonian descreve esse comportamento extraordinário e registra que o pargo ainda consegue continuar se alimentando depois da atrofia da língua.

Não. Essa é outra parte exagerada da história viral. Não há evidência de que o Cymothoa exigua intercepte e coma toda a alimentação que passa pela boca. O peixe continua capaz de ingerir alimento, embora a infestação possa provocar prejuízos físicos dependendo da intensidade e das condições do hospedeiro.

Estudos com peixes parasitados também mostram que os efeitos não são necessariamente idênticos em todos os hospedeiros. Em uma investigação com Lutjanus peru , por exemplo, não foram encontradas diferenças significativas em determinado indicador de condição corporal entre os grupos analisados.

Outro detalhe incomum está no ciclo reprodutivo. Esses isópodes apresentam hermafroditismo protândrico: começam a vida sexual como machos e podem posteriormente se transformar em fêmeas. A organização dos indivíduos dentro do mesmo peixe influencia essa mudança.

Sim, e esse talvez seja o detalhe mais surpreendente. Um peixe parasitado não necessariamente morre quando sua língua atrofia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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