Ética a Nicômaco: conheça o livro de Aristóteles que Dino citou para falar de ironia com Fachin
Durante a abertura do julgamento do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), o ministro Flávio Dino e o presidente Edson Fachin discordaram em relação à interrupção de colegas durante a sessão.
Após a divergência, Dino citou o livro “Ética a Nicômaco” para falar sobre ironia com Fachin.
A citação ao livro ocorreu após Dino pedir a palavra para Gilmar Mendes, após os dois divergirem de Fachin em relação à questão da interrupção.
No início, Fachin afirmou que “gostaria de combinar” que o ministro interessado no aparte deveria se dirigir ao presidente da Corte.
No entanto, Dino rebateu afirmando que o aparte é “dirigido a quem está com a palavra”.
Ele foi acompanhada por Gilmar Mendes.
Logo depois, enquanto o decano falava, Dino pediu autorização para se manifestar a Fachin.
“A ironia está nas entrelinhas e, sem dúvida, vossa excelência tem a palavra”, respondeu o presidente.
“A ironia serve para descontrair o ambiente, vossa excelência sabe disso.
Aristóteles”, rebateu Dino.
Ética a Nicômaco No livro Ética a Nicômaco, uma das principais obras de Aristóteles sobre ética e filosofia moral, o filósofo procura responder à pergunta: como o ser humano deve viver para alcançar uma vida boa e feliz? A obra está organizada tradicionalmente em dez seções e desenvolve uma concepção de ética baseada na prática e na formação do caráter.
O conceito central é a eudaimonia , geralmente traduzida como “felicidade”, “bem-estar” ou “vida plena”.
Para Aristóteles, ela não corresponde simplesmente a sentir prazer ou estar satisfeito, mas a viver de acordo com a virtude ao longo de uma vida .
Algumas ideias fundamentais do livro são: finalidade da vida, virtude, justo meio, prudência, amizade, prazer e contemplação.
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