Renan Santos acusa Toffoli de perseguição após restrições: "Estou pagando o preço"
O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos , afirmou nesta segunda-feira (31) que irá recorrer à Justiça contra a decisão do ministro Dias Toffoli , do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs uma série de restrições à sua campanha eleitoral.
"Eu não vou desistir, eu vou lutar na Justiça", declarou Renan em um pronunciamento divulgado à imprensa e publicado nas redes sociais.
A decisão de Toffoli suspendeu a propaganda eleitoral nos perfis que não foram informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo, além de vetar repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e a participação do candidato em debates de rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.
A medida não impede Renan de realizar campanha nas ruas. O candidato também pode continuar utilizando para propaganda eleitoral o site e o perfil no X informados originalmente ao TSE.
Outros 16 perfis, no entanto, foram comunicados à Justiça Eleitoral somente após o pedido de registro da candidatura e, por isso, estão impedidos de veicular propaganda eleitoral.
No pronunciamento, Renan classificou a decisão como "ilegal" e "persecutória" e relacionou as medidas impostas pelo ministro a manifestações realizadas por seu grupo político ao longo do ano.
"A decisão é ilegal, a decisão é persecutória. Curiosamente, eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli, contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master. As manifestações tomaram as ruas de São Paulo quatro vezes. O nome do Dias Toffoli foi mencionado e cartazes foram feitos todas essas vezes", declarou.
Renan também afirmou acreditar que as restrições impostas à campanha seriam uma consequência de seus posicionamentos. "Eu estou pagando o preço por ter defendido o que eu defendi", afirmou.
O candidato contestou ainda a justificativa relacionada às irregularidades na comunicação dos perfis utilizados durante a campanha.
"Eu sei o que aconteceu. Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou abusando do poder econômico por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos, que familiares também tiveram durante o registro das candidaturas, chega a ser absurdo", disse.
Relator do pedido de registro da candidatura de Renan, Toffoli apontou uma possível "omissão estratégica" na demora para informar à Justiça Eleitoral todas as contas utilizadas pela chapa para propaganda.
No pedido inicial de registro, apresentado em 7 de agosto, foram informados um site e um perfil no X. Outros 16 perfis nas redes sociais foram comunicados ao TSE apenas em 19 de agosto, 12 dias depois.
Pelas regras eleitorais, os candidatos devem declarar no momento do registro as contas que serão utilizadas para propaganda durante a campanha.
Com a decisão, Renan também fica impedido de criar novos perfis para fazer propaganda eleitoral ou utilizar contas de terceiros para essa finalidade.
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