SUS incorpora teste mais eficaz para rastreamento de câncer colorretal
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O SUS (Sistema Único de Saúde ) incorporou nesta segunda-feira (10) o teste imunoquímico fecal, conhecido como FIT, para o rastreamento do câncer colorretal em pessoas de 50 a 75 anos sem sintomas.
A decisão, anunciada em maio pelo Ministério da Saúde , foi publicada nesta segunda no Diário Oficial da União. O governo tem até 180 dias para efetivar a oferta na rede pública.
O FIT detecta sangue oculto nas fezes, invisível a olho nu. O resultado positivo pode indicar a presença de pólipos, lesões pré-malignas ou câncer, mas também pode ter outras causas. Por isso, o teste funciona como um filtro para definir quem deve fazer uma colonoscopia , exame capaz de identificar a origem do sangramento e investigar ou retirar lesões.
O coloproctologista Hélio Moreira, da SBCP (Sociedade Brasileira de Coloproctologia), diz que a ideia é evitar que toda a população de 50 a 75 anos seja encaminhada diretamente para a colonoscopia.
O exame, afirma o médico, tem alta demanda na rede pública e, apesar de ser simples, exige uma preparação rigorosa do paciente, que deve deixar o intestino vazio até o dia do procedimento.
Pessoas que já apresentam sinais de alerta —como sangue visível nas fezes, alteração importante do hábito intestinal ou perda de peso— não devem passar pelo FIT como exame de rastreamento. Nesses casos, a investigação deve seguir diretamente para avaliação médica e, quando indicada, colonoscopia.
O FIT, segundo Moreira, substitui o exame de sangue oculto nas fezes feito por um método químico mais antigo, que podia sofrer interferência de alimentos e apresentar resultados positivos mesmo sem a presença de sangue humano. O novo teste não exige restrição alimentar antes da coleta.
O FIT é mais específico porque identifica a hemoglobina humana, proteína presente no sangue. Assim, há menos chance de o resultado ser alterado por outros componentes presentes nas fezes.
O procedimento do FIT também é simples para o paciente. Ele recebe um kit, faz a coleta das fezes em casa e leva o material à unidade básica de saúde.
Para Moreira, a incorporação do FIT é um primeiro passo para estruturar um programa nacional de rastreamento do câncer colorretal . Ele afirma, porém, que a ampliação do rastreamento deve vir acompanhada de medidas para aumentar a oferta de colonoscopias na rede pública.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Equilíbrio e Saúde.