Ela convive há 21 anos com a esclerose múltipla: “o que vem, eu aceito”
O ano era 2005.
Tinha acabado de me casar, formalizando uma união que já durava doze anos.
Tinha dois filhos e planos para um terceiro.
Nossa casinha estava em reforma.
Foi um ano de muitas bençãos, mas que vieram acompanhadas de muito estresse.
De repente, minha perna esquerda ficou pesada, eu fazia força para caminhar, arrastava de leve a ponta do pé e me cansava de forma desproporcional.
Em duas semanas esse sintoma se somou a outros, ao ponto de ficar com todo o lado direito significativamente fraco e dormente, de forma que eu mal conseguia falar.
Assim como vieram, os sintomas foram embora.
Não totalmente, não tão rápido.
Seis meses depois, o diagnóstico definitivo: esclerose múltipla (EM) .
Na época, não tínhamos acesso a informação que temos hoje.
Mesmo com a internet, só encontrava artigos científicos e uma ou outra informação mais humanizada.
O prognóstico apresentado era uma sentença : progressão em 10 anos, cadeira de rodas, incapacidade total .
Continua após a publicidade Nestes 21 anos convivendo com a EM, aprendi que cada pessoa é única e que, mesmo com o diagnóstico igual, ninguém tem a mesma doença.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.