Brasil busca autonomia tecnológica com vacinas de RNA mensageiro
O Brasil está investindo R$ 210 milhões para desenvolver plataformas nacionais de vacinas de RNA mensageiro.
A iniciativa do Ministério da Saúde busca ampliar a autonomia tecnológica do país e a capacidade de resposta a emergências sanitárias, como epidemias e pandemias.
Ao Correio , Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, afirmou que o desenvolvimento de uma vacina nacional é estratégico porque significa o Brasil ampliar a autonomia tecnológica e a capacidade de responder rapidamente a emergências sanitárias.
Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, fala ao Correio sobre produção de vacinas nacionais (foto: Divulgação) “No caso do RNA mensageiro , estamos falando de uma tecnologia de fronteira, que pode permitir o desenvolvimento e a produção de vacinas em uma escala menor e com grande velocidade de adaptação.
Isso é especialmente importante diante de epidemias e pandemias, quando a capacidade de produzir localmente pode fazer diferença na resposta do país”, pontua Fernanda.
Leia também: Testes serão iniciados com 1ª vacina brasileira feita com RNA mensageiro Os recursos serão destinados à Fiocruz, ao Instituto Butantan e ao Centro de Competência em Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O objetivo é dominar uma tecnologia de fronteira que permite o desenvolvimento e a produção de vacinas em menor escala e com alta velocidade de adaptação.
A estratégia visa reduzir a dependência de tecnologias externas.
Leia Mais Testes serão iniciados com 1ª vacina brasileira feita com RNA mensageiro Vacina experimental contra câncer apresenta resultado positivo pela 1ª vez Pesquisa global aponta vacinas de mRNA como seguras e eficazes A secretária do Ministério da Saúde frisa que o potencial do RNA mensageiro está na flexibilidade, pois as instruções genéticas podem ser modificadas para combater diferentes doenças, abrindo caminho para vacinas terapêuticas e outros tratamentos inovadores.
As aplicações incluem terapias para o câncer e doenças raras.
No centro da UFMG, por exemplo, já existem projetos para vacinas contra: Dengue; Malária; Doença de Chagas; Leishmaniose visceral; Influenza.
Além disso, o centro mineiro conduz pesquisas em imunoterapia contra o câncer, vacinas com antígenos tumorais e uma metodologia para CAR-T baseada em RNA .
Segundo Fernanda, a pesquisa brasileira pode, sim, ser capaz de competir internacionalmente.
“O Brasil está entrando nessa esteira tecnológica ao mesmo tempo que outros países e o RNA mensageiro ainda tem uma avenida muito grande de desenvolvimento e aplicações que não foram completamente exploradas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.correiobraziliense.com.br — o conteúdo pertence a Correio Braziliense.