Putin diz que não negocia com ‘terroristas’ da Ucrânia e exige solução duradoura na guerra
O presidente da Rússia , Vladimir Putin, descartou negociar com “terroristas”, quando questionado pela imprensa quanto aos pedidos feitos pelo regime ucraniano para retomar as conversações diretas e organizar encontros pessoais. A posição russa se deu em coletiva nesta terça-feira (01/09), ao final da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), realizada em Bishkek, capital do Quirguistão.
“Eles nos pedem para retomar as negociações, para termos reuniões pessoais. Não negociamos com terroristas”, declarou aos jornalistas.
O presidente russo também esclareceu que Moscou não busca congelar a guerra – como sugerido pelo presidente cazaque Kassym-Jomart Tokayev –, mas sim encerrá-la de modo que alcance uma solução pacífica duradoura tanto na Ucrânia quanto na Europa.
“Claro, também queremos isso [acabar com a guerra]”, disse. “Mas não para congelá-la. Queremos acabar com a guerra e alcançar uma paz duradoura e absoluta na Ucrânia e na Europa”, afirmou.
Segundo o líder do Kremlin, as recentes ameaças feitas pelo presidente Volodymyr Zelensky contra o voo de aviões no espaço aéreo russo, sob alegação de que “haverá drones ucranianos” configuram um “terrorismo de Estado”. Ainda em suas declarações, descartou um diálogo nos termos atuais propostos por Kiev,
Ainda segundo ele, as propostas de Kiev são “exóticas” e insuficientes para avançar no processo de paz, atualmente está estagnado.
Rússia não deseja congelar, mas sim encerrar a guerra e alcançar uma paz duradoura tanto na Ucrânia quanto na Europa, disse o líder russo Vladimir Putin Sergey Bulkin/TASS
Ao longo do último mês, o Exército russo tomou o controle de 270 quilômetros quadrados na República Popular de Donetsk (RPD) e libertou 14 assentamentos, incluindo a cidade de Sviatogorsk e a cidade de Kazachya Lopan.
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