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PEC da Segurança Pública é aprovada na CCJ do Senado em nova vitória de Lula

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PEC da Segurança Pública é aprovada na CCJ do Senado em nova vitória de Lula

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública teve o texto-base aprovado nesta quarta-feira, 2, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal , depois de permanecer por seis meses sem movimentação na Casa.

Há ainda necessidade de analisar os destaques do projeto, o que não ocorrerá nesta quarta porque a reunião no Legislativo foi encerrada.

Apesar disso, a aprovação inicial é uma vitória ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , autor da PEC, que fora apresentada em abril do ano passado na Câmara dos Deputados diante da escalada do crime organizado no Brasil e o fracasso da tentativa de criação de uma agência antimáfia.

Posteriormente, senadores devem votar a proposta no plenário da Casa.

O relator é Rogério Carvalho (PT-SE), que manteve o texto oriundo da Câmara dos Deputados, o que permite maior agilidade na votação final da PEC sem encaminhar as mudanças para nova análise na Casa vizinha.

Entre as principais mudanças, a PEC da Segurança Pública acrescenta à Constituição Federal o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que permite integração entre os entes (União, Estados, DF e Municípios) para atuação no combate ao crime organizado, como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

O sistema contará com compartilhamento de informações entre os federados e provas.

Outro ponto da PEC é incluir as guardas municipais no rol dos órgãos de segurança pública que constam no artigo 144 da Constituição Federal, em razão da recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de definir as guardas como “polícias municipais”.

“Elas poderão atuar em ações de segurança urbana, de forma que não se sobreponham às atribuições da polícias Civil e Militar.

Instituições de natureza civil não podem exercer qualquer atividade de polícia judiciária.

Além disso, também está prevista sua submissão ao controle externo do Ministério Público”, diz trecho da justificativa da proposta.

A PEC ainda prevê prisão obrigatória em presídio de segurança máxima para integrantes de facção criminosa, restrição ao regime de progressão e a benefícios processuais, abre caminho para confisco de bens ligados à atividade criminosa (um dos trechos que estavam na tentativa de criar agência antimáfia) e proteção aos denunciantes e familiares que atuam no combate ao crime em suas regiões.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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