As reais razões por trás da procrastinação, e as estratégias científicas para escapar delas
Itamar Shatz é professor afiliado do Departamento de Linguística Teórica e Aplicada da Universidade de Cambridge.
O texto a seguir foi originalmente publicado no site The Conversation , que reúne artigos escritos por pesquisadores.
Vale a visita.
Quando você se depara com uma tarefa ou projeto, costuma dizer a si mesmo repetidamente que vai fazer “amanhã”, “em breve” ou “depois de assistir só mais alguns vídeos”? Se for esse o caso, como alguém que estudou a ciência da procrastinação por anos, posso garantir que você não está sozinho.
Cerca de 20% dos adultos procrastinam regularmente .
O que é “procrastinação vingativa do sono”? Aqueles de nós que fazem isso – inclusive eu – também podem enfrentar uma série de problemas e consequências que, segundo pesquisas, estão ligados à procrastinação, incluindo notas piores nas provas , renda mais baixa , falta de sono e saúde mental e física precárias .
Continua após a publicidade A procrastinação pode ser dolorosa e frustrantemente difícil de lidar.
Um dos principais motivos é que muito do que ouvimos sobre esse comportamento comum está errado.
Talvez o maior equívoco seja a ideia de que a procrastinação decorre de falta de interesse ou de preguiça.
Segundo essa interpretação errônea, as pessoas que procrastinam só precisam “se esforçar mais”.
Essas percepções equivocadas podem levar a sentimentos de culpa e vergonha .
Na realidade, quem procrastina geralmente tem a intenção de se esforçar tanto quanto seus colegas – se não mais .
Mas uma característica marcante da procrastinação é a lacuna entre intenções e ações.
Não só o discurso de que basta “se esforçar mais” não funciona como muitas vezes acaba sendo contraproducente, nos desviando das soluções que realmente funcionam.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.