Delegado da PCGO afastado nega acusações de desvio de cargas e propina
Citado na investigação sobre o suposto desvio de uma carga de vergalhões avaliada em R$ 1,4 milhão, o delegado da Polícia Civil de Goiás Alexandre Bruno de Barros nega as acusações e afirma ter alertado órgãos de controle sobre a falta de estrutura da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DECAR).
Segundo a defesa, documentos mostram que, em maio de 2022, o delegado solicitou à cúpula da Polícia Civil a disponibilização de galpões para armazenar cargas recuperadas .
O pedido, porém, não teria sido atendido.
Em janeiro de 2023, ele também acionou a Promotoria responsável pelo controle externo da atividade policial e, em junho de 2024, levou a situação ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de Goiás.
A coluna Na Mira acionou a PCGO a respeito desse pedido.
Até a publicação da matéria, ainda não houve resposta.
O espaço segue aberto para manifestações.
Veja documento obtidos pelo Metrópoles: 6 imagens Fechar modal.
1 de 6 Documento fala das operações policiais Imagem cedida ao Metrópoles 2 de 6 Fala sobre defesa não afeta atividade-fim Imagem cedida ao Metrópoles 3 de 6 Contratação de bens apreendidos Imagem cedida ao Metrópoles 4 de 6 Arquivo que fala sobre destinação de bens apreendidos Imagem cedida ao Metrópoles 5 de 6 E-mail enviado ao Gaeco Imagem cedida ao Metrópoles 6 de 6 Documentos enviados à Justiça Imagem cedida ao Metrópoles A defesa sustenta que o uso de depósitos particulares ocorreu justamente pela falta de espaço público e afirma que as cargas eram encaminhadas mediante autorização das empresas vítimas.
Segundo os advogados, o empresário citado na investigação já atuava como depositário antes de Alexandre Bruno assumir a titularidade da DECAR.
O delegado também nega ter recebido R$ 200 mil em propina e afirma ter colocado voluntariamente os sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça.
Ele também contesta a acusação de intimidação de testemunha e diz que o advogado citado no processo negou ter sofrido qualquer ameaça.
Afastado cautelarmente por 90 dias, Alexandre Bruno afirma receber a decisão com tranquilidade.
A defesa prepara a impugnação e sustenta que os documentos apresentados demonstram a regularidade da atuação do delegado.
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