Bittar lamenta divisão da direita no AC: “queria Alan, Mailza e Bocalom juntos”
O senador Marcio Bittar (PL) afirmou nesta terça-feira, 01, que a direita no Acre está dividida na disputa pelo governo do Estado e defendeu uma união entre os principais nomes do campo conservador.
Durante sabatina ao ac24horas , Bittar disse que, se dependesse de sua vontade, o senador Alan Rick (Republicanos), a governadora Mailza Assis (Progressistas) e o ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), estariam juntos na eleição deste ano.
“Se dependesse da minha vontade, nós estaríamos juntos. O Bocalom, a Mailza e o Alan. Só que não depende de mim”, afirmou.
A declaração ocorreu após Bittar ser questionado sobre a pulverização da direita no Acre e sobre a ausência de uma liderança capaz de reunir os diferentes grupos em torno de um projeto político comum.
“Eu não tenho como impedir. Eu posso dar a minha opinião e até um certo limite, porque depois chega um ponto que a pessoa começa a achar que eu estou interferindo no direito dela”, disse.
Bittar afirmou ainda que mantém relações políticas e pessoais antigas com os três nomes que hoje aparecem em lados diferentes da disputa. Segundo ele, justamente por conhecer a trajetória de cada um, precisou estabelecer um limite para sua atuação nas escolhas eleitorais. “Por mais que você tenha uma relação com o Bocalom de 30 anos, tem limite. O Alan é a mesma coisa”, afirmou.
O senador também afirmou que a esquerda permanece eleitoralmente fragilizada no Estado e que, diante desse cenário, a disputa pelo Palácio Rio Branco acabou concentrada entre nomes que possuem vínculos históricos com o próprio Bittar.
“Todo mundo sabe, o meu adversário é o PT, é o PCdoB, é a esquerda. E hoje, para o governo do Estado, não estou aqui falando de caráter, de mérito, nada, do médico, do Thor. Estou falando que, do ponto de vista eleitoral, a esquerda hoje ainda está fragilizada. Então, a disputa acaba ficando entre três pessoas, com quem eu tenho história com as três”, declarou.
Bittar reconheceu que a fragmentação do campo da direita representa uma dificuldade para o eleitor e para a construção de um projeto político unificado. Mesmo assim, afirmou que sua preferência seria pela união dos três grupos. “Se dependesse da minha vontade, nós estaríamos juntos”, reforçou.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
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