Gonet chega ao STF para julgamento sobre Moraes após ser alvo de dúvidas sobre presença
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, chegou na manhã desta terça-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar presencialmente a sessão plenária extraordinária que analisa a situação do ministro Alexandre de Moraes.
A presença de Gonet à bancada do Ministério Público Federal (MPF) era uma das principais dúvidas da preparação do julgamento, que é presidido pelo ministro Edson Fachin e vai decidir se as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes justificam a abertura de uma investigação. - Esta reportagem está em atualização Julgamento inédito no STF vai decidir se Moraes deve ser investigado; entenda O que você precisa saber sobre a presença de Gonet: Nome citado em relatórios: o nome de Paulo Gonet aparece em anotações e mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e analisadas no âmbito da Operação Compliance Zero.
Pedidos de impedimento: diante das citações, delegados da Polícia Federal e parlamentares chegaram a defender que o procurador-geral se declarasse impedido de atuar nos procedimentos decorrentes do relatório.
Atuação do vice-procurador: nas últimas semanas, diversas manifestações cruciais da PGR no processo — como pareceres sobre queda de sigilo e acesso a mídias — foram assinadas pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho.
Pedido de anulação do relatório: mesmo com as divergências, a posição oficial formulada pela PGR nos autos é favorável ao arquivamento do relatório da PF contra Moraes, apontando "vício de origem" na decisão do ministro André Mendonça.
Por que a participação do PGR era um ponto de dúvida? A presença do chefe do Ministério Público Federal gerou impasse nos bastidores do tribunal ao longo dos últimos dias.
A apuração da Polícia Federal revelou trechos em que o ex-dono do Banco Master mencionava interlocuções e fazia referências ao nome de Gonet.
A citação levou integrantes da corporação a solicitar formalmente que Gonet se abstivesse de opinar sobre a validade das provas produzidas no relatório.
Paralelamente, o Conselho Superior do MPF abriu um procedimento preliminar para verificar o teor dos trechos que citam o procurador-geral.
Em razão disso, avaliava-se reservadamente nos gabinetes a possibilidade de a sustentação oral da PGR no plenário ser feita pelo vice-procurador Hindenburgo Chateaubriand Filho ou por outro subprocurador-geral designado.
O papel da PGR no julgamento No rito fixado pelo presidente Edson Fachin, a Procuradoria-Geral da República tem papel central na abertura da sessão.
Logo após a leitura do resumo dos fatos pelo relator, está previsto o momento para a manifestação da PGR da tribuna.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.