Técnicos descartam risco iminente em ponte após impacto de comboio em Corumbá
A ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, passa por avaliação prévia pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e por perícia da Marinha do Brasil nesta terça-feira (1º), após um comboio de barcaças colidir contra sua estrutura de proteção.
O acidente ocorreu por volta das 13h30 de ontem (31).
A responsável pelas flutuantes é a empresa LHG Mining, que explora a mineração no município e integra o grupo J&F, o mesmo que controla a JBS.
Em nota enviada nesta manhã, a Agesul informou que uma análise inicial feita por técnicos não encontrou danos estruturais na ponte, "não havendo nenhum risco iminente", frisa.
"Como o dolphin (estrutura de proteção) amorteceu grande parte do impacto, não houve danos maiores.
Mesmo sem risco aparente, por medida de segurança, técnicos da empresa responsável pelas obras na ponte, além da Marinha do Brasil, irão realizar inspeção aprofundada no local", concluiu a Agência.
Questionada sobre as apurações em andamento sobre o incidente, a Marinha reforçou que, junto à CFPN (Capitania Fluvial do Pantanal), conduz inquérito administrativo sobre acidentes e fatos de navegação para apurar circunstâncias, causas e eventuais responsabilidades.
"Durante a apuração, serão colhidos os elementos necessários ao esclarecimento dos fatos, incluindo depoimentos, documentos e demais informações consideradas pertinentes.
Neste momento, não é possível antecipar conclusões acerca das causas ou atribuir responsabilidades pelo incidente, uma vez que esses aspectos serão objeto do referido inquérito.
A CFPN acompanha a situação e adotará, no âmbito de suas atribuições, as medidas necessárias à segurança da navegação e à salvaguarda da vida humana na região", esclareceu em nota divulgada no dia do acidente.
Em obras - A ponte passa por obras de recuperação com custo estimado em R$ 11,5 milhões.
Elas são realizadas por empresa contratada pela Agesul, em acordo de cooperação técnica com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
A intervenção inclui reforma de elementos estruturais, correção de falhas e reforço da ponte.
O tráfego continua liberado pelo sistema pare e siga, ainda conforme a pasta estadual.
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