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Política

Proprietário coloca uma camada de concreto sobre o piso antigo da garagem e, meses depois, percebe que a água da chuva deixou de sair pelo ralo porque ele ficou alguns centímetros acima do novo nível

O Antagonista ·
Proprietário coloca uma camada de concreto sobre o piso antigo da garagem e, meses depois, percebe que a água da chuva deixou de sair pelo ralo porque ele ficou alguns centímetros acima do novo nível

Nova camada de concreto pode alterar o caimento da garagem, deixar o ralo fora do ponto mais baixo e provocar acúmulo de água durante as chuvas

Uma reforma aparentemente simples pode transformar uma garagem antes seca em um local de acúmulo de água. Ao colocar uma nova camada de concreto sobre o piso antigo, o proprietário melhora o acabamento, mas corre o risco de alterar o caminho natural da chuva. O problema aparece quando o ralo da garagem deixa de ser o ponto mais baixo da superfície, fazendo a água permanecer em depressões próximas. Mesmo poucos centímetros de diferença podem comprometer o escoamento, especialmente durante temporais, quando grandes volumes de água chegam rapidamente à área.

A drenagem superficial depende da diferença de altura entre o piso e o ponto de coleta. Quando a superfície apresenta inclinação adequada, a gravidade conduz a água até o ralo, que precisa estar conectado a um sistema capaz de receber essa vazão.

Ao acrescentar concreto sem planejar as cotas finais, o proprietário pode criar depressões, alterar inclinações ou deixar a entrada do ralo acima de partes do novo revestimento. Nessa situação, o ralo continua existindo, mas a água acumulada nos pontos mais baixos não consegue alcançá-lo por gravidade.

A inclinação, também chamada de caimento, corresponde à diferença de altura entre dois pontos do piso. Ela precisa conduzir a água até o sistema de drenagem, evitando que a superfície forme áreas de retenção.

Um caimento de 1%, por exemplo, representa uma diferença de um centímetro a cada metro de comprimento. A inclinação necessária varia conforme o projeto, o acabamento e as condições de uso, mas deve existir uma continuidade entre a superfície e o ralo.

O vídeo do canal Vida Engenharia explica como calcular o caimento do contrapiso e evitar problemas de nivelamento durante a execução.

Uma tubulação pode estar completamente limpa e ainda assim não receber água. Isso acontece quando a superfície apresenta irregularidades que impedem o deslocamento da água até a abertura de drenagem.

O problema também pode aparecer nas bordas da garagem. Quando a nova camada encontra paredes, portões ou pilares, pequenas diferenças de altura podem formar barreiras. A água fica retida nesses pontos e somente alcança o ralo quando seu nível sobe o suficiente para ultrapassar os obstáculos.

Um caderno técnico de arquitetura do Ministério da Saúde estabelece, para os pisos externos abrangidos por aquele projeto, caimento mínimo de 0,5% em direção aos ralos. O documento reforça a necessidade de planejar a drenagem antes da execução do revestimento.

Esse percentual não deve ser interpretado como uma regra universal para todas as garagens. Cada instalação precisa considerar dimensões, volume de chuva, localização dos pontos de coleta e características do acabamento. O projeto também deve respeitar as exigências municipais e as normas técnicas aplicáveis.

O primeiro passo é verificar se o ralo apresenta obstruções.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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