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Economia

Apesar da adoção crescente da inteligência artificial, 41% das empresas ainda apresentam dificuldades na integração com agentes de IA

Por Redação 5News · · com informações de Seu Dinheiro

Agentes de IA enfrentam barreira de integração em empresas brasileiras

O avanço da inteligência artificial no ambiente corporativo brasileiro tem sido inegável nos últimos meses. Cada vez mais organizações adotam ferramentas baseadas em tecnologia de IA, particularmente em departamentos voltados para comunicação e divulgação de seus produtos e serviços. A promessa é clara: aumentar a eficiência operacional, reduzir o tempo despendido em atividades rotineiras e potencializar a produtividade dos times. Porém, um cenário preocupante vem à tona quando se analisa como essas soluções são de fato implementadas nas empresas. Enquanto muitas organizações conseguem colher benefícios significativos da automação, grande parte ainda enfrenta desafios importantes na hora de conectar diferentes sistemas e agentes de inteligência artificial em suas operações. Um estudo recente apontou que 41% das empresas brasileiras enfrentam dificuldades relevantes nessa integração, revelando uma lacuna importante entre a adoção de tecnologia e sua utilização de forma estratégica.

O fenômeno das ilhas de automação

Um conceito importante para compreender esse cenário é o das chamadas ilhas de automação. Trata-se de uma realidade encontrada em muitas empresas: o uso de inteligência artificial em atividades bem específicas e isoladas, sem que haja uma conexão ou comunicação eficiente entre esses diferentes usos. Em outras palavras, enquanto a IA resolve um problema em determinada área ou departamento, ela não dialoga com as soluções implementadas em outros setores da organização.

De acordo com dados obtidos em pesquisa realizada pela Pipefy, esse é exatamente o cenário enfrentado por 41% das companhias brasileiras. Essas organizações utilizam a inteligência artificial para executar tarefas muito pontuais e específicas, mas sem qualquer integração com os demais processos e departamentos da empresa. Esse isolamento reduz significativamente o potencial da tecnologia e impede que as empresas extraiam o máximo de proveito de seus investimentos em automação.

Além disso, os dados revelam outros gargalos relacionados. Em 32% dos casos analisados, os funcionários precisam recorrer a várias ferramentas diferentes apenas para conseguir resolver uma única demanda de trabalho. Essa fragmentação tecnológica desperdiça tempo valioso dos colaboradores e cria uma experiência de usuário fragmentada e ineficiente. Paralelamente, 21% das empresas ainda dependem intensamente de trabalho manual, mesmo com investimentos em automação, indicando que a transição para processos inteligentes ainda está longe de ser completa.

O custo da falta de automação

Quando se observa o lado oposto da equação, surgem números igualmente reveladores. Aproximadamente 21% das empresas que não utilizam inteligência artificial em seus processos gastam mais da metade de sua jornada de trabalho em atividades extremamente operacionais e de baixo valor agregado. Entre essas atividades estão a leitura e resposta a mensagens de correio eletrônico, a extração manual de informações em documentos e a conferência de dados em planilhas. Esse desperdício de tempo humano em funções que poderiam ser facilmente automatizadas representa uma oportunidade perdida considerável para essas empresas.

Os agentes de inteligência artificial emergem como potencial solução para esse impasse. Quando implementados e integrados adequadamente, eles têm capacidade de automatizar demandas operacionais de natureza repetitiva, liberando assim os trabalhadores para que possam concentrar seus esforços em atividades que efetivamente agregam valor estratégico à organização. Essa realocação de energia humana é fundamental para que uma empresa consiga crescer, prospectar novos clientes e desenvolver iniciativas inovadoras que coloquem-na na frente da concorrência.

Compreendendo os agentes de IA

Para que as empresas consigam realmente aproveitar o potencial dessa tecnologia, é essencial entender o que são e como funcionam os agentes de inteligência artificial. Diferentemente de outras aplicações de IA que circulam no mercado, os agentes de IA constituem sistemas computacionais que empregam inteligência artificial para executar tarefas de maneira autônoma, com mínima intervenção ou supervisão humana.

É importante não confundir agentes de IA com sistemas de IA generativa. Enquanto a inteligência artificial generativa tem como principal característica a criação de novos conteúdos, como imagens, textos e vídeos, os agentes de IA funcionam de forma distinta. Esses agentes são capazes de participar ativamente de processos de tomada de decisão, resolver problemas complexos e executar ações concretas para resolver demandas reais da operação. Para isso, seguem instruções que foram previamente definidas pelos usuários, acessam informações necessárias em diferentes fontes e executam tarefas de forma completamente automatizada.

Essa capacidade de ação autônoma e integrada é exatamente o que diferencia os agentes de IA e os torna potencialmente transformadores para empresas que conseguem implementá-los de forma adequada. Em vez de criar apenas conteúdo ou fornecer análises, eles realmente fazem coisas, tomam decisões e resolvem problemas operacionais sem necessidade de intervenção constante.

Iniciativas práticas de capacitação

Reconhecendo o potencial da tecnologia e a necessidade que as empresas têm de aprender a utilizá-la adequadamente, a Empiricus Research desenvolveu uma iniciativa denominada Fábrica de Agentes Autônomos de IA. O objetivo dessa iniciativa é demonstrar de forma prática e concreta como os agentes de IA podem ser aplicados para automatizar processos internos, potencializar a produtividade dos times e reduzir significativamente o tempo que os profissionais gastam em tarefas operacionais de baixo valor agregado.

Por meio do programa, os participantes ganham acesso a cinco agentes que já foram desenvolvidos, testados e validados dentro das operações internas da própria Empiricus. Essas soluções cobrem diversas áreas funcionais que são comumente problemáticas nas empresas, abrangendo desde processos de vendas até a organização eficiente de correios eletrônicos e a geração automática de conteúdo apropriado para redes sociais. Essa diversidade de aplicações permite que os participantes vejam na prática como agentes de IA podem resolver problemas reais e imediatos em diferentes departamentos.

Para aqueles interessados em participar dessa oportunidade de aprendizado, a iniciativa oferece uma aula prática com carga reduzida e preço acessível de vinte e nove reais e noventa centavos. Essa sessão acontecerá especificamente no dia vinte e oito de setembro, a partir das dezenove horas, proporcionando um primeiro contato direto com a tecnologia e com profissionais que já têm experiência em sua implementação.

Contexto mais amplo da transformação digital

A situação enfrentada pelas empresas brasileiras reflete um fenômeno observado globalmente. A adoção de inteligência artificial tem crescido exponencialmente, mas a integração eficiente dessas tecnologias ainda representa um desafio significativo para muitas organizações. O conceito de ilhas de automação não é novo, mas ganhou particular relevância na era da IA, quando múltiplas ferramentas e soluções podem ser adquiridas independentemente, sem que haja planejamento estratégico sobre como elas irão funcionar em conjunto.

Essa fragmentação tecnológica é frequentemente resultado de decisões descentralizadas, onde diferentes departamentos escolhem suas próprias soluções de IA sem coordenação com o restante da organização. Embora compreensível do ponto de vista de autonomia departamental, esse approach resulta em ineficiências significativas. Empresas que conseguem superar esse desafio e implementar uma estratégia coordenada de automação costumam colher benefícios muito maiores, tanto em termos de redução de custos quanto de melhoria na qualidade de seus processos.

O que acompanhar

A questão central que permanece em aberto para as empresas brasileiras é como elas conseguirão evoluir de uma modelo fragmentado de automação para um modelo verdadeiramente integrado. A disponibilidade de agentes de IA mais sofisticados e capazes de se comunicarem entre si será crucial nesse processo. Também será importante acompanhar se empresas como Empiricus e outras startups de tecnologia conseguirão oferecer soluções práticas e acessíveis que permitam que organizações de diferentes tamanhos implementem estratégias de automação integrada de forma viável.

Outro aspecto a ser observado é o desenvolvimento de padrões e melhores práticas na implementação de agentes de IA em contexto corporativo. À medida que mais empresas ganhem experiência com essas tecnologias, tendências sobre o que funciona e o que não funciona deverão emergir. Por fim, merece atenção especial como os colaboradores dessas organizações irão se adaptar à chegada de sistemas autônomos capazes de tomar decisões e executar ações, e como as empresas conseguirão capacitá-los para as novas funções estratégicas que deverão desempenhar nesse novo cenário.

Principais pontos:

• 41% das empresas brasileiras enfrentam dificuldades para integrar agentes de inteligência artificial em suas operações, permanecendo presas em chamadas ilhas de automação

• Agentes de IA diferem de sistemas de IA generativa por serem capazes de tomar decisões autônomas, resolver problemas complexos e executar ações concretas, não apenas criar conteúdo

• Empresas que não implementam automação gastam mais de metade da jornada de trabalho em tarefas operacionais repetitivas como gestão de correios eletrônicos e conferência de dados em planilhas

• A Empiricus Research oferece um programa prático de capacitação em agentes autônomos de IA com acesso a cinco soluções já validadas nas áreas de vendas, gestão de e-mails e produção de conteúdo para redes sociais

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de Seu Dinheiro — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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