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Trump quer sair do Oriente Médio, mas rivais e aliados não deixam

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Trump quer sair do Oriente Médio, mas rivais e aliados não deixam

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O presidente Donald Trump talvez queira se desvencilhar do Oriente Médio . Mas o Oriente Médio não quer se desvencilhar dele.

No fim de semana, o presidente americano disse que sua nova estratégia seria "agir discretamente" no Irã , sugerindo que pretende pressionar o país persa a fechar um acordo sem que os Estados Unidos recorram a uma ação militar de grande escala.

Mas um duro lembrete dos limites do poder dos EUA na região veio de Israel : o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu disse no domingo (9) que estava descartando o plano de paz de Trump para a Faixa de Gaza .

Os dois conflitos no Oriente Médio evidenciam tanto a ânsia de Trump por proclamar vitória quanto sua incapacidade de impor sua vontade, apesar do enorme poderio militar que conseguiu mobilizar.

Trump está "claramente tentando encontrar uma saída com a aproximação das eleições de meio de mandato ", disse Brian Katulis, pesquisador sênior do Instituto para o Oriente Médio, um centro de estudos de Washington. Em vez disso, prosseguiu Katulis, "a realidade está dando um tapa na cara dele".

Trump enfrenta redução de estoques de armamentos, um regime iraniano decidido a infligir sofrimento aos EUA, um primeiro-ministro israelense lutando pela reeleição e eleitores americanos abalados pela alta dos preços provocada pela guerra com o Irã. As eleições de meio de mandato, em novembro, aproximam-se e aumentam o custo político da turbulência para Trump e os republicanos.

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Trump expôs sua abordagem discreta em relação ao Irã em uma breve entrevista ao site de notícias Axios no domingo. Em vez de fazer novas ameaças militares, afirmou que os EUA estavam "apenas observando o Irã, com sua inflação enorme e o fato de que eles não têm dinheiro". E acrescentou: "Vai dar certo. Sempre dá certo. É como um jogo de xadrez".

"Agora, eles podem causar problemas? Sim, podem causar problemas", disse Trump a jornalistas no Salão Oval na segunda-feira (10), reconhecendo a capacidade do Irã de continuar atacando navios comerciais no estreito de Hormuz. "Mas estão falidos."

Ao descrever o regime iraniano como submetido à pressão econômica, Trump evoca a própria situação . O preço médio de um galão de gasolina permaneceu acima de US$ 4 nesta semana, mais de US$ 1 acima do preço registrado quando EUA e Israel começaram a bombardear o Irã, em 28 de fevereiro.

Pesquisas mostram que até mesmo os republicanos estão cada vez mais insatisfeitos com a guerra, e o movimento político de Trump se dividiu por causa de sua decisão de iniciar uma ação militar.

"Não acho que o presidente tenha opções muito boas", disse Suzanne Maloney, especialista em Irã e vice-presidente do Instituto Brookings, em Washington.

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