Conheça a nova liga de surfe com duração de jogo de futebol e salário fixo
O surfe profissional vai ganhar uma nova competição - e ela terá um formato bem diferente do que o público está acostumado a acompanhar com a WSL. A nova liga será disputada por equipes, terá partidas com duração fixa e garantirá um salário fixo aos atletas, uma das novidades do projeto.
A Surfing Super League (SSL) está prevista para começar em 2028, na Austrália, com uma proposta baseada em equipes, identidade regional e partidas com duração definida.
A ideia é transformar uma competição de surfe em um evento de aproximadamente 90 minutos, com começo, intervalo e fim definidos - algo pensado desde o início para facilitar a entrada do esporte na televisão com a duração equivalente a de um partida de futebol.
Serão oito equipes, cada uma representando uma região da Austrália. Em cada partida, quatro times estarão na água, com quatro surfistas por equipe.
Mas como isso vai funcionar? Já adianto que não é fácil de entender, mas fiz o meu melhor para explicar. Aqui vai:
A SSL é uma nova liga profissional de surfe criada na Austrália e liderada pelo ex-CEO da Surfing Australia (a confederação nacional), Chris Mater.
A principal diferença em relação à WSL está no formato. Enquanto o Circuito Mundial é uma competição individual, na qual cada surfista acumula resultados ao longo da temporada em busca de títulos e pontos no ranking, a SSL será disputada por equipes.
Cada time terá seis surfistas: quatro homens e duas mulheres. Porém, apenas quatro atletas de cada equipe competirão em uma determinada partida - três homens e uma mulher.
O objetivo é simples: ao fim dos 90 minutos, a equipe que tiver o maior somatório de pontos vence.
Cada partida terá dois tempos de 40 minutos, separados por um intervalo de dez minutos.
No início, um surfista de cada equipe entra na água. Ele pode pegar ondas e somar pontos normalmente, mas, depois de completar sua participação, retorna e passa a vez para o companheiro de equipe.
É uma espécie de revezamento. Os surfistas vão se alternando durante os 40 minutos, sem um limite fixo de ondas. O placar da equipe é atualizado conforme cada atleta consegue pontuar.
A primeira metade terá uma particularidade: a mulher de cada equipe será a chamada Power Surfer . Ela começa o período e também será responsável pela última onda que contar para o placar.
Depois do intervalo, as equipes trocam seus Power Surfers . Na segunda metade, a função passa a ser de um homem, que também começa e termina os 40 minutos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.