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Quaest no Paraná para o Senado: Alexandre Curi, 14%; Deltan Dallagnol, 11%; Filipe Barros, 11%; e Gleisi, 10%

Por Redação 5News · · com informações de G1 Política
Quaest no Paraná para o Senado: Alexandre Curi, 14%; Deltan Dallagnol, 11%; Filipe Barros, 11%; e Gleisi, 10%

Pesquisa Quaest revela disputa acirrada pela renovação do Senado no Paraná em 2026

A mais recente sondagem divulgada pela Quaest nesta quinta-feira apresenta um panorama ainda em construção sobre a corrida pelo Senado paranaense nas eleições gerais previstas para outubro de 2026. O levantamento, encomendado pela RPC, emissora vinculada à TV Globo no estado, captou os primeiros sinais de preferência do eleitorado em uma disputa que se desenha entre candidatos de diferentes perfis políticos e partidários. Os dados mostram um mercado volátil, marcado por cifras próximas entre os principais concorrentes e um contingente considerável de cidadãos que ainda não definiram sua escolha.

Os números da competição eleitoral

Conforme apurado pela pesquisa de intenção de voto, Alexandre Curi, pelo Republicanos, lidera as preferências com 14%, embora tenha experimentado recuo de um ponto percentual em comparação ao levantamento realizado em agosto. Na sequência, dois candidatos apresentam numeração idêntica: Deltan Dallagnol, ligado ao NOVO, e Filipe Barros, filiado ao PL, ambos com 11%. O primeiro dos dois registrou crescimento de dois pontos ante a medição anterior, enquanto o segundo também avançou do patamar de 9% para a atual marca.

Gleisi, apoiada pelo PT, aparece na sequência com 10% das intenções, representando uma diminuição de um ponto percentual desde a última sondagem. A legenda petista ainda apresenta outro candidato no mapa, Dr. Rosinha, que marca 5% de preferência, igualmente recuando em relação aos 6% anotados há cerca de um mês.

Cristina Graeml, pelo PSD, também registra 5% de intenção de voto, configurando retração de três pontos percentuais. Os demais candidatos apresentam números mais modestos: Karen Guerreiro, pela legenda Missão, figura com 1%, mantendo estabilidade. Marcelo Marcelino, do PCO, avança de 0% para 1%, enquanto Joaquim do MLB, pela Unidade Popular, permanece no patamar nulo de preferências.

O contingente de indecisos totaliza 29% dos eleitores entrevistados, acusando leve aumento de um ponto percentual. Quanto aos que manifestam intenção de voto em branco, nulo ou que declaram não comparecimento à votação, o índice se mantém em 13%, sem variação ante a medição anterior.

Entendendo a metodologia e o sistema de votação

A pesquisa realizada pela Quaest empregou dois métodos distintos de indagação. Na modalidade espontânea, em que os nomes não são apresentados aos respondentes, constatou-se que 76% dos eleitores permaneciam sem conseguir citar um candidato específico, indicando baixo conhecimento espontâneo dos postulantes entre o grande público.

Já na abordagem estimulada, mediante a exposição da lista de competidores, cada entrevistado foi solicitado a indicar suas preferências em duas ocasiões distintas: primeiro para uma vaga e subsequentemente para a segunda. Os números divulgados refletem o consolidado dessas respostas, mantendo proporção entre os candidatos, além de englobar os contingentes de branco, nulo e indecisos, totalizando 100% das intenções.

A lógica eleitoral que fundamenta essa dupla escolha origina-se do sistema de representação do Senado brasileiro. Em cada um dos estados da Federação e no Distrito Federal, serão eleitos dois novos senadores nas eleições gerais de 2026, responsáveis pela renovação de 54 das 81 cadeiras da Casa Alta. Cada eleitor terá obrigatoriamente que indicar dois nomes distintos, vedada a possibilidade de repetição do mesmo candidato duas vezes.

Contexto político e situações específicas

O presente cenário de disputa no Paraná apresenta nuances que merecem atenção. Marcelo Marcelino, candidato pelo PCO, recebeu decisão de indeferimento de sua candidatura pela Justiça Eleitoral estadual, medida que permanece suscetível a recurso junto às instâncias superiores. Enquanto isso, Deltan Dallagnol, do NOVO, enfrenta a suspensão de seus atos de campanha, restrição que o impede de prosseguir com mobilizações regulares. Ambos, contudo, mantêm-se na condição de concorrentes até sentença definitiva oriunda da Justiça.

A pesquisa permite também análise quanto à disposição dos eleitores em manter ou alterar suas escolhas. De acordo com a Quaest, 58% dos entrevistados afirmaram ter definição cristalina sobre o voto que pretendem depositar, considerando sua escolha como encerrada. Os demais 42% deixaram aberta a possibilidade de mudança de direcionamento até a data das eleições, marcada para 4 de outubro de 2026, sugerindo que a campanha ainda pode resultar em alterações significativas nas preferências.

Os números gerais sobre o sistema de Senado refletem estrutura de renovação conhecida: a cada quatro anos, realiza-se processo eleitoral para preenchimento de duas vagas por estado, garantindo rotatividade e continuidade na representação federativa. O processo paraense insere-se nesse calendário institucional, sendo fundamental para a dinâmica política tanto local quanto na Câmara Alta federal.

Aspectos técnicos da pesquisa

O levantamento foi executado entre 20 e 23 de setembro, abrangendo 804 eleitores com idade mínima de 16 anos. A margem de erro indicada é de três pontos percentuais, para acréscimo ou decréscimo, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi devidamente registrada junto à Justiça Eleitoral, recebendo o número PR-02802/2026, garantindo rastreabilidade e conformidade com exigências regulatórias.

O que acompanhar

Os próximos passos na competição pelo Senado paranaense passarão por desdobramentos em diferentes frentes. A decisão final da Justiça Eleitoral acerca da candidatura de Marcelo Marcelino e das restrições à campanha de Deltan Dallagnol podem redefinir o tabuleiro da disputa. Além disso, a campanha intensiva nos meses que antecedem outubro pode resultar em movimento das preferências, especialmente considerando que aproximadamente quatro em cada dez eleitores ainda se manifestaram abertos à mudança.

O desempenho dos candidatos nas próximas semanas, bem como potenciais coligações ou alinhamentos entre diferentes legendas, poderá influenciar a trajetória individual de cada concorrente. Igualmente relevante será monitorar se o expressivo percentual de indecisos, cerca de 30%, concentrar-se em candidatos específicos ou se dispersar, com reflexos diretos no resultado final.

Principais pontos:

• A pesquisa Quaest mostra Alexandre Curi à frente com 14%, seguido por Deltan Dallagnol e Filipe Barros, ambos com 11%, em disputa acirrada pelo Senado paranaense em 2026

• Quase 30% dos eleitores entrevistados ainda não definiram seu voto, enquanto 42% disseram estar dispostos a mudar de preferência até as eleições de outubro

• Deltan Dallagnol enfrenta suspensão de campanha e Marcelo Marcelino teve candidatura indeferida, ambos com decisões sujeitas a recurso na Justiça Eleitoral

• A pesquisa foi realizada com 804 eleitores entre 20 e 23 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de G1 Política — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.

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