Lobista diz que Lulinha se reunia com ministros e afirma querer fazer delação premiada
A empresária e lobista Roberta Luchsinger rebateu neste sábado (17) as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que ela seria uma "pilantra".
Ela afirmou que, desde que Lula a criticou, vem sofrendo ameaças.
Roberta é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
Ela e Lulinha são investigados em três inquéritos no Supremo Triunal Federal (STF) que apuram se os dois cometeram tráfico de influência em órgãos do governo federal para beneficiar empresários.
"Durante todo esse processo [das investigações] eu venho sendo imensamente agredida.
No momento que o presidente da República foi ao ar para mais de 200 milhões de telespectadores, falar que eu era uma pilantra por uma, duas, três vezes, eu tive que tomar a minha própria defesa, porque eu venho sendo constantemente ameaçada de morte", disse Roberta em entrevista à CNN Brasil.
Roberta Luchsinger Reprodução "As minhas filhas sofrem ameaça, as minhas filhas [vêm] sofrendo bullying, porque, a partir do momento que um presidente da República marca na minha testa que eu sou uma pilantra, ele dá um apito para todo esse tipo de agressão", afirmou Roberta.
"Eu não sou pilantra.
Eu sou uma mulher sozinha com duas filhas que está enfrentando um processo que eu tenho certeza que 1% não aguentaria o que eu estou passando com duas filhas", disse.
Em agosto, em entrevista à TV Globo, o presidente foi questionado sobre as suspeitas contra Lulinha, reveladas após a apreensão do celular de Roberta pela Polícia Federal, e respondeu: "O que uma pilantra pode fazer num telefone ou o que um cara qualquer pode fazer num telefone?".
Para Roberta, com essa declaração, Lula a colocou como "um boi de piranha, fazendo um 'X' na minha testa".
Ela criticou a diferença de tratamento que o presidente deu para ela e para o filho Lulinha.
Questionada pelos jornalistas, Roberta também discordou de uma declaração de Lula ao podcast Flow, no último dia 1º.
Na ocasião, o presidente foi questionado sobre as suspeitas contra seu filho e disse que duvidava que Lulinha tivesse tratado de contratos e negócios com ministros do governo.
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