'Agora ou nunca': Islândia faz referendo sobre entrada na União Europeia de olho em Trump e guerra na Ucrânia
Bandeiras da Islândia na capital do país, Reykjavik Leonhard Foeger/Reuters Moradores da Islândia vão às urnas neste sábado (29) para decidir se o país deve iniciar negociações para integrar a União Europeia (UE).
Na mesa estão as investidas recentes de Donald Trump, incluindo as ameaças de tomar o controle da Groenlândia e o tarifaço contra outros países, além da guerra na Ucrânia. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Com cerca de 400 mil habitantes, a Islândia já tem laços fortes com a UE: o país faz parte do Espaço Econômico Europeu e do Espaço Schengen.
Por outro lado, a ilha não tem poder para participar das decisões do bloco.
A Islândia já tentou entrar na União Europeia no passado.
Em 2009, o país se candidatou a integrar o bloco após a crise econômica de 2008, mas abandonou as negociações anos depois, com a eleição de um governo contrário à medida.
A guerra na Ucrânia e as investidas recentes dos Estados Unidos contra outros países reacenderam na população o debate sobre a entrada na UE.
Ainda assim, a Islândia está dividida sobre se a integração traria mais vantagens do que prejuízos.
Pesquisas apontam que os defensores e os opositores das negociações estão empatados.
O governo vê o referendo como um "agora ou nunca".
Veja, a seguir, os argumentos de cada lado. ✅ Argumentos a favor: Apoiadores afirmam que a entrada no bloco impulsionaria a economia do país e poderia protegê-lo de disputas no Ártico, inclusive diante do interesse de Trump em assumir o controle da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e vizinho da Islândia na região.
Neste ano, Billy Long, escolhido por Trump para ser embaixador dos EUA na Islândia, disse que o país poderia ser o "52º estado" americano.
Ele se desculpou posteriormente pela fala e afirmou que o comentário foi inadequado.
O país também faria parte da união aduaneira da UE, uma área sem tarifas internas e com regras comuns para produtos importados de fora do bloco.
A Islândia poderia adotar o euro como moeda, substituindo a coroa islandesa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.