Governo do Nepal volta atrás e aceita ajuda internacional; cerca de 3 mil seguem desaparecidos
JN direto do Nepal: enviados especiais mostram regiões devastadas por avalanche O governo do Nepal voltou atrás e passou a aceitar ajuda da comunidade internacional para reforçar as operações de busca e salvamento após as enchentes provocadas pelo colapso de uma geleira na região do Himalaia.
A mudança ocorreu horas depois de as autoridades afirmarem que conseguiriam conduzir sozinhas os resgates. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As operações, que chegaram a ser suspensas temporariamente por causa da chuva intensa e do nevoeiro, foram retomadas neste sábado (29) após melhora das condições climáticas.
Enquanto isso, cerca de 3 mil pessoas continuam desaparecidas entre Nepal e China.
São 2.426 desaparecidos no Nepal e 554 no Tibete chinês, entre moradores, turistas, peregrinos e trabalhadores de usinas hidrelétricas.
Pelo menos 540 deles são estrangeiros.
Na sexta-feira (28), o Ministério das Relações Exteriores do Nepal havia informado que o país não precisava de equipes internacionais para as operações gerais de resgate.
Segundo o ministro Shisir Khanal, o governo necessitava apenas de apoio técnico especializado para ações como resgates em túneis, identificação de corpos e exames de DNA.
"Achamos que não há necessidade de repetição nisso", disse à Reuters.
Horas depois, porém, o governo mudou de posição e passou a aceitar ajuda internacional.
Equipes especializadas da Índia já participam das buscas, enquanto outro grupo enviado pela China é aguardado.
As operações seguem concentradas na retirada de sobreviventes isolados e na tentativa de alcançar um túnel de uma usina hidrelétrica onde cerca de 100 pessoas permanecem presas.
Número de mortos sobe para 676 no Nepal Policiais nepaleses observam máquinas removendo os destroços após enchentes repentinas no distrito de Nuwakot, Nepal, em 27 de agosto de 2026 Niranjan Shrestha/AP O balanço mais recente divulgado neste sábado aponta que 669 pessoas morreram no Nepal.
No Tibete chinês, outras sete mortes foram confirmadas, elevando o total para 676 vítimas.
Segundo as autoridades, o número de mortos pode aumentar à medida que novas áreas se tornam acessíveis às equipes de resgate.
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