Pedidos por tratamentos, queixas a planos de saúde e reajustes lideram ações judiciais na saúde suplementar
Em 2026, a judicialização na saúde suplementar caminha para ultrapassar os pedidos judiciais da saúde pública.
Desde 2020, o Sistema Único de Saúde (SUS) concentrava o maior número de novos processos .
Agora, os dados do primeiro semestre do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam um aumento de 6,6% na entrada de novos casos contra o setor privado.
Entre os principais motivos da judicialização estão pedidos por tratamentos médico-hospitalares, queixas contra planos de saúde e questionamentos sobre reajustes contratuais.
Até o fim de julho chegaram à Justiça mais de 218 mil novos casos.
Destes, segundo estatísticas do CNJ, 33% das demandas foram consideradas procedentes.
Conforme os dados, entram no sistema por mês em média 31,2 mil ações judiciais sobre saúde suplementar.
Se essa tendência continuar até o final do ano, 2026 pode terminar com cerca de 375 mil novos processos, um aumento de 9,3% em relação a 2025.
Os pedidos por tratamentos médico-hospitalares concentram a maior parte dos novos processos.
Neste ano, esse foi o motivo de mais de 102 mil ações, que correspondem a quase 47% do total.
A judicialização de tratamentos cresceu 370% nos últimos cinco anos, passando de 36 mil processos em 2020 para 172 mil em 2025.
Cerca de 15% das novas ações também envolvem pedidos de fornecimento de medicamentos.
Apesar disso, a conselheira do CNJ, Daiane de Lira, aponta que é possível observar uma desaceleração na judicialização após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu critérios mais rígidos para a concessão de terapias.
Conforme a conselheira, a judicialização aumentou 14% em 2025.
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