Em jogo sem gols, Palmeiras segura empate com Santos para ir à semi da Copa do Brasil
Neymar havia dito que ele e o Santos se divertiriam na Vila Belmiro na quarta-feira (2). A previsão não se confirmou. O astro santista pouco fez, deixou o campo machucado no intervalo e viu de fora o empate sem gols que classificou o Palmeiras para as semifinais da Copa do Brasil .
O time alviverde se tornou um dos quatro semifinalistas graças à vitória larga, de 3 a 0, que conquistou na semana passada , no Nubank Parque, onde poderia ter goleado. Na Vila, também criou para vencer de dois ou mais. Não ganhou porque Maurício e Vitor Roque cansaram de perder gols .
O Palmeiras terá o Vasco como oponente por uma vaga na final da Copa do Brasil , competição que ganhou pela última vez em 2020. O time persegue seu quinto título. Ao Santos, restam o Brasileirão e a Sul-Americana .
Com 3 a 0 de vantagem, o Palmeiras decidiu dar a bola ao Santos . Fez marcação individual, estratégia arriscada, e viu o adversário rondar a sua área por muito tempo. Todos os ataques santistas passavam pelo pé de Neymar, sem a mobilidade de outrora, mas com a técnica preservada .
O plano palmeirense foi bem-sucedido no primeiro tempo, não tanto pela competência na marcação, mas muito mais pelas próprias limitações do Santos, que exercia um controle inócuo, sem saber como penetrar na zaga adversária . Carlos Miguel só trabalhou em cobrança de falta violenta de Neymar que o goleiro palmeirense espalmou.
Quando os visitantes passaram a ter a bola, encontraram espaços e armaram contra-ataques que poderiam ter definido o confronto ainda no primeiro tempo. Todos os três contragolpes caíram no pé direito do canhoto Maurício . E ele perdeu os três, incluindo um sem goleiro.
A torcida santista foi murchando e desanimou de vez quando viu Neymar acusar lesão . Ele sentiu o músculo posterior da coxa direita e apenas fez número em campo até ser substituído no intervalo. A nova contusão o deixou cabisbaixo.
A Vila Belmiro esmoreceu definitivamente no segundo tempo . Foi reflexo do que jogou o anfitrião. Ou melhor, do que não jogou. Rony e Moisés, as escolhas de Cuca, nada produziram. O time da casa nem a bola passou a ter mais .
O Palmeiras, com Vitor Roque no ataque no lugar de Flaco López e Khellven como um ponta, completando a dobra de lateral que Abel Ferreira tanto venera, teve todo o campo para trocar passes e achar o caminho para construir outra vitória sobre o rival .
Não construiu porque Vitor Roque teve péssima eficiência , repetindo erros de finalização inimagináveis até meses atrás, quando era considerado um dos melhores atacantes do País.
O segundo tempo foi sofrível tecnicamente . Melhor para o Palmeiras. Ruim para o Santos, que não se divertiu, como Neymar havia projetado, tampouco gostaram os 15 mil santistas na Vila. Alguns deles vaiaram após o apito final.
SANTOS – Gabriel Brazão; Igor Vinicius (Davizinho), Lucas Veríssimo (Moisés), Luan Peres e Escobar; Arão, Oliva e Gabriel Bontempo; Barreal (Rollheiser), Neymar (Rony) e Gabigol.
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