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Política

Hábito ou publicidade: Quem fatura quando a ilusão de uma marca cai?

Revista Fórum ·
Hábito ou publicidade: Quem fatura quando a ilusão de uma marca cai?

Você realmente acredita que Bruna Marquezine só bebe Corona? Que Ivete Sangalo faz suas compras no Guanabara? Que a Xuxa usava Monange nos anos 90? A publicidade nunca precisou que acreditássemos completamente nessas histórias.

Bastava que, por alguns segundos, aceitássemos essa possibilidade.

É assim que funciona a associação entre celebridade e marca: contratos milionários compram exclusividade de imagem, mas também tentam transferir credibilidade, estilo de vida e desejo de consumo para um produto.

O problema começa quando o encanto se desfaz e a história construída pela publicidade encontra a vida real.

A recente circulação de uma foto de Bruna Marquezine com uma cerveja concorrente mostra como esse território se tornou ainda mais complexo.

Uma fotografia espontânea pode representar um problema para quem pagou pela exclusividade, mas, ao mesmo tempo, entregar publicidade gratuita para quem não investiu um centavo naquela imagem.

Quando a marca reage publicamente, dizendo que a foto era fake, surge uma pergunta incômoda: quem realmente perdeu dinheiro? Talvez ninguém.

Ou talvez todos tenham ganhado.

Atriz e a cerveja concorrente – Foto: Reprodução/Redes Sociais A concorrência ganhou visibilidade sem comprar mídia.

A marca contratante ganhou uma oportunidade de reafirmar seu território.

A atriz ganhou manchetes.

E o público ganhou mais um episódio para discutir.

No fim, a publicidade talvez nem esteja mais na garrafa.

Está no burburinho.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.

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