Centro-Oeste lidera ganho real nos salários, mas ainda tem piso baixo
O Centro-Oeste registrou o maior ganho real médio nas negociações salariais realizadas no país entre janeiro e julho de 2026.
Os reajustes ficaram, em média, 1,73% acima da inflação, mas a região ainda apresenta um dos menores pisos salariais negociados do Brasil.
Os dados constam no boletim De Olho nas Negociações, divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
O levantamento considera acordos e convenções coletivas registrados no sistema Mediador, do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), até 10 de agosto.
No Centro-Oeste, 88,4% dos reajustes ficaram acima do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), utilizado como referência para medir a inflação.
Outros 7,4% apenas repuseram as perdas inflacionárias, enquanto 4,2% ficaram abaixo do índice.
A variação real média de 1,73% foi a maior entre as cinco regiões.
Na sequência aparecem Sudeste, com 1,54%; Nordeste, com 1,47%; Norte, com 1,37%; e Sul, com 1,35%.
O resultado positivo dos reajustes, entretanto, contrasta com os valores dos pisos salariais.
No Centro-Oeste, o piso médio negociado no período foi de R$ 1.831, enquanto o mediano ficou em R$ 1.709.
Os números são superiores apenas aos registrados no Nordeste, onde os valores foram de R$ 1.833 e R$ 1.672, respectivamente.
A mediana representa o ponto que divide os pisos analisados em duas partes iguais.
Isso significa que metade dos valores negociados no Centro-Oeste ficou abaixo de R$ 1.709 e a outra metade, acima desse montante.
O Sul apresentou os maiores pisos do país, com média de R$ 2.033 e mediana de R$ 1.975.
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