As cobras salvas de circo que se tornaram estrelas do maior aquário de água doce do mundo
Cobras foram levadas para fora dos recintos para um “passeio” no Bioparque Pantanal Estrelas do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, a jiboia Rachel Carson e a píton albina Capitu tiveram um passado que em nada se assemelha às condições ideais em que vivem atualmente no maior aquário de água doce do mundo.
As duas serpentes foram resgatadas há três anos de um circo que estava em temporada em Amambai, após a má repercussão de uma apresentação que acabou virando caso de polícia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Longe dos holofotes dos picadeiros, Capitu e Rachel agora tem uma missão maior: ajudar a ensinar que animais silvestres não são atrações de espetáculo, e sim parte essencial da biodiversidade que precisa ser protegida.
O espetáculo polêmico A apresentação de circo em questão tinha como atração um “palhaço cupido”, que rebolou diante de crianças e adolescentes vestido apenas com uma cueca.
O espetáculo levou moradores a procurarem a Polícia Civil para denunciar o que consideraram uma conotação sexual inadequada para o público presente.
Em meio à polêmica, uma equipe da Polícia Militar Ambiental (PMA) esteve no circo e acabou encontrando as duas cobras.
Na época, a píton aparecia nas imagens de divulgação do circo enrolada no pescoço de um palhaço e também de pessoas que pagavam para participar do espetáculo.
Como a utilização de animais como atração circense é proibida, o proprietário do circo foi multado em R$ 47.380 e teve os animais apreendidos.
Da esquerda para direita, Capitu e Rachel.
Divulgação Bioparque.
O empresário também foi autuado por crime ambiental por introduzir no país, sem autorização, uma espécie exótica, a píton, originária do exterior.
Outro crime atribuído a ele foi o de manter animal silvestre ilegalmente em cativeiro, em razão da posse da jiboia.
A infração prevê pena de seis meses a um ano de detenção.
O proprietário do circo morava em Vila Velha (ES).
Na ocasião, segundo a PMA, ele afirmou ter adquirido as serpentes, já domesticadas, por meio de doação de um amigo que também era proprietário de circo.
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