Casca de laranja faz bem? Pesquisa revela o potencial para o coração e a digestão
Cascas de laranja trazem benefícios para a saúde (Foto - Divulgação) A casca da laranja costuma ir direto para o lixo depois que a fruta é consumida, mas pesquisas recentes mostram que essa parte frequentemente descartada concentra fibras e compostos bioativos que podem ter efeitos interessantes para a saúde do intestino e do coração.
Uma revisão publicada em 2026 na revista científica Nutrients analisou 84 estudos e 14 ensaios clínicos sobre os compostos presentes na casca da laranja e seu potencial para a saúde.
Os resultados indicam que o reaproveitamento desse alimento pode oferecer benefícios para a saúde cardiometabólica e intestinal, embora os pesquisadores ressaltem que ainda são necessários mais estudos em seres humanos.
A casca concentra substâncias como flavonoides, pectina, carotenoides e óleos essenciais.
Entre os compostos mais estudados estão a hesperidina e a narirutina, flavonoides com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Essas substâncias despertam interesse científico por sua possível relação com a proteção dos vasos sanguíneos e com a redução de fatores associados às doenças cardiovasculares.
Os estudos analisados na revisão também sugerem que compostos extraídos da casca podem contribuir para o controle de gorduras no sangue, da pressão arterial, da inflamação e da sensibilidade à insulina.
No entanto, é importante interpretar esses resultados com cautela.
Grande parte das evidências ainda vem de pesquisas realizadas em laboratório e com animais, e os resultados em humanos continuam sendo mais limitados.
O intestino também pode ser um dos principais beneficiados pela composição da casca.
A pectina, uma fibra solúvel presente principalmente na parte branca da fruta, ajuda a formar uma espécie de gel durante a digestão.
Esse processo pode contribuir para o funcionamento intestinal e também servir de alimento para bactérias benéficas que vivem no intestino.
Quando fermentadas pelas bactérias intestinais, algumas fibras produzem compostos conhecidos como ácidos graxos de cadeia curta, que estão relacionados à saúde do microbioma e ao funcionamento adequado do sistema digestivo.
Estudos analisados na revisão também apontaram possíveis efeitos da casca na redução da inflamação intestinal e na proteção da barreira que reveste o intestino.
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