Polícia Civil de RR encerra mobilização de coleta de DNA, mas mantém serviço permanente para famílias de desaparecidos
A Polícia Civil de Roraima (PCRR) encerrou nesta sexta-feira, 28, a mobilização nacional voltada à coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas .
A iniciativa, realizada em todo o país, teve como principal objetivo fortalecer o Banco Nacional de Perfis Genéticos e ampliar as possibilidades de localização e identificação de pessoas.
Em Roraima, a ação foi coordenada pelo Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida (ICPDA), por meio do Laboratório de Genética Forense, em parceria com o Instituto Médico Legal (IML) e delegacias da capital e do interior.
Todo o material coletado será inserido no banco nacional, permitindo cruzamentos com dados genéticos de pessoas não identificadas.
Durante o período da mobilização, familiares receberam orientações especializadas e foram encaminhados para a coleta de material genético.
A ação também alcançou moradores de Roraima que possuem parentes desaparecidos em outros estados, demonstrando o alcance e a relevância da iniciativa.
De acordo com a perita criminal Érica Veras, chefe do ICPDA, a procura por parte de famílias com casos fora do estado evidencia a importância da integração entre os órgãos de perícia genética em todo o país.
“Recebemos familiares de pessoas desaparecidas em estados como Rondônia e Amazonas, que hoje residem em Boa Vista.
Eles souberam da mobilização e buscaram atendimento.
Isso reforça a necessidade de ampliar o acesso a esse tipo de serviço”, destacou.
A coleta de DNA é uma ferramenta essencial no processo de identificação humana.
Os perfis genéticos dos familiares são comparados com vestígios biológicos de pessoas não identificadas, auxiliando diretamente o trabalho pericial e investigativo.
Segundo Érica, quanto maior o número de perfis inseridos no banco, maiores são as chances de se estabelecer vínculos e, consequentemente, identificar pessoas desaparecidas.
“O objetivo é fortalecer o banco nacional e ampliar as possibilidades de identificação, contribuindo para que as famílias finalmente tenham respostas sobre seus entes queridos”, afirmou.
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