Queria que Lula fosse comigo a Israel, diz CEO de grupo pró-Israel
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O jornal The Jerusalem Post publica anualmente uma lista dos 50 judeus mais influentes do mundo . Embora o topo costume concentrar membros do governo de Israel —em 2025, o premiê Binyamin Netanyahu ficou em primeiro lugar—, a lista inclui personalidades de diversas áreas e países.
Em 2016, a terapeuta de família Roz Rothstein entrou na seleção. Quando a organização que fundou e ainda preside, a StandWithUs , completou 15 anos, o jornal escreveu que a americana "transformou a ONG em uma das forças pró-Israel mais poderosas em universidades na América do Norte e no mundo".
A StandWithUs foi criada por Rothstein e seu marido nos Estados Unidos em 2001 durante a Segunda Intifada , uma das maiores e mais importantes revoltas palestinas contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza . O objetivo inicial da ONG era angariar apoio a Israel, mas com o tempo tornou-se especialmente ativa em campi universitários americanos, denunciando casos de antissemitismo —alguns deles, segundo opositores, eram na verdade críticas legítimas a Israel .
Rothstein, no Brasil pela primeira vez, conversou com a Folha na sede do braço brasileiro da StandWithUs, que divide um prédio na zona oeste da capital paulista com uma sinagoga —razão pela qual a equipe de reportagem passou por rigorosa checagem de segurança e precisou atravessar duas pesadas portas de aço antes de chegar ao hall de entrada, estrutura comum em templos judaicos no país .
Na entrevista, Rothstein falou sobre o trabalho da organização que fundou, a posição do Estado judeu no mundo hoje, o governo Donald Trump , e as relações entre Israel e o presidente Lula (PT), a quem faz um convite: que a acompanhe em uma visita àquele país.
O petista, entretanto, é persona non grata em Israel desde 2024 , quando comparou as ações das Forças Armadas israelenses em Gaza ao Holocausto .
Como o trabalho da StandWithUs mudou desde os ataques do 7 de Outubro ? Muitos dos nossos departamentos atuaram sob extrema pressão depois do 7 de outubro. Se tínhamos seis casos [de antissemitismo] por semana no nosso jurídico, esse número triplicou ou quintuplicou.
Foi um momento em que pessoas que já eram antissemitas receberam permissão para sair do armário . E elas não tiveram vergonha e fizeram coisas muito agressivas. Então nós expandimos os departamentos que estavam sob pressão, e, por sorte, muitas pessoas nos apoiaram nisso.
A StandWithUs costuma ser acusada de ser financiada diretamente por Israel. De onde vem o financiamento e qual é a sua relação com o governo israelense? [risos] Estou rindo, porque nunca recebemos um centavo [de Israel]. Nossas contas são públicas. Precisam ser, porque somos uma organização registrada nos EUA. Não recebemos dinheiro do governo dos EUA nem do governo de Israel. Somos uma organização educacional independente.
Pesquisas mostram que o apoio dos americanos a Israel está em queda, e alguns analistas dizem que a era de apoio militar incondicional dos EUA a Israel acabou .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.