O que acontece no encontro nacional de ‘trisais’: baile de gala e roda de samba
Um relacionamento afetivo, consensual e fidelizado entre três pessoas.
É assim que se define o que é um trisal, forma menos convencional de relacionamento amoroso que vem buscando ganhar mais espaço e tolerância dentro da sociedade nos últimos anos.
Embora o século XXI tenha trazido consigo uma revolução na aceitação de comportamentos distintos do dito tradicional relacionamento heterossexual monogâmico, a visão geral acerca dessas formas de amar ainda é cercada de estereótipos e visões negativas.
E é buscando combater essas visões que integrantes de um trisal decidiram promover um encontro de trisais, que foi bem-sucedido em sua primeira edição e se prepara para o segundo evento.
“O motivo foi buscar estar junto com famílias iguais às nossas”, diz Priscilla Mira, que há oito anos vive um trisal com Marcel e Regiane.
“Queríamos que nossos filhos tivessem contato com famílias que têm duas mães, que têm dois pais, para saberem que eles não estão errados por terem uma família diferente”, explica, em entrevista a coluna GENTE .
Aos 42 anos, a administradora financeira tomou a iniciativa de promover o que seria, inicialmente, um encontro pequeno no salão de festas de seu condomínio, mas foi surpreendida ao perceber que tinha subestimado o interesse das famílias em participar. (Agora a coluna GENTE também está no Instagram.
Siga o perfil @veja.gente ) Cerca de 140 pessoas, incluindo trisais e seus filhos, marcaram presença no evento, surpreendendo Priscilla e levando a uma mudança de planos.
O evento foi, então, transferido para uma pousada em Pinhalzinho, no interior de São Paulo.
“Foi maravilhoso.
A recepção foi calorosa, acolhedora, e isso nos impulsionou a fazer um repeteco, dessa vez no Rio”, diz a organizadora, já se preparando para a segunda edição do evento, que vai acontecer em Nova Friburgo entre os dias 10 e 13 de setembro.
Mas o que exatamente acontece nesses encontros? As visões focadas excessivamente de cunho sexual, com trocas de casais e outras atividades do gênero estão equivocadas.
“A gente quer desmistificar para a sociedade que vivemos em uma balbúrdia.
É para mostrar que a gente vive de maneira séria um relacionamento, e que merece e precisa dos mesmos direitos e respeito que qualquer outra relação”, aponta Priscilla.
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