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Venezuela afirma que mantém sua ‘soberania petrolífera’ após acordo com EUA

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Venezuela afirma que mantém sua ‘soberania petrolífera’ após acordo com EUA

A presidente interina da Venezuela afirmou no sábado, 29, que o país manterá a “propriedade e soberania” sobre seu petróleo, após um acordo anunciado no dia anterior que permite aos Estados Unidos explorar os campos petrolíferos venezuelanos com a venda do óleo negro com desconto de 78,5% no preço da commodity na comparação com o mercado internacional.

O acordo gerou dúvidas entre a população venezuelana, apesar das esperanças de recuperação econômica.

O presidente americano, Donald Trump , anunciou na sexta-feira que os Estados Unidos terão o controle majoritário de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo da Venezuela, no que ele descreveu como “o maior acordo petrolífero da história”.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou no sábado que a Venezuela mantém a propriedade dos dezessete “campos estratégicos” que os Estados Unidos controlarão, com o objetivo de produzir 1,5 milhão de barris por dia.

A Venezuela receberá 19 dólares (98,79 reais) por barril vendido, cerca de 78,5% abaixo do preço de mercado, visto que o preço do barril do petróleo está em 88,28 dólares..

“Queremos ser uma potência energética, uma grande produtora de petróleo, uma exportadora significativa de gás e uma grande desenvolvedora petroquímica”, disse a presidente em um pronunciamento televisionado para justificar sua escolha pelo “caminho da diplomacia” com os Estados Unidos.

As negociações geram preocupação entre os apoiadores do chavismo, pois ocorrem em meio à intensa pressão de Washington sobre o governo de Rodríguez, que assumiu o poder em janeiro após a captura e deposição de Nicolás Maduro em uma operação dos Estados Unidos.

Continua após a publicidade “Não sabemos quem se beneficiará com isso, se a Venezuela ou eles (os Estados Unidos)”, disse à AFP Jesús Salazar, um segurança privado de 68 anos.

“Tenho minhas dúvidas, mas temos que esperar para ver o que acontece”, acrescentou.

O Partido Socialista Unido da Venezuela, no poder, reafirmou seu apoio à decisão.

Petróleo e pobreza Sob pressão de Washington, Rodríguez implementou reformas nos últimos meses para abrir os setores de petróleo e mineração — indústrias antes zelosamente protegidas pelo Estado — ao capital privado, especialmente ao investimento estrangeiro.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos flexibilizaram as sanções petrolíferas impostas durante o governo Maduro.

A produção de petróleo aumentou 29,8% de janeiro a julho, quando a Venezuela atingiu 1,2 milhão de barris por dia, mas permanece longe dos 3 milhões de barris por dia extraídos no final do século passado.

O acordo visa recuperar esses níveis máximos de produção, mas analistas concordam que isso só acontecerá a longo prazo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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