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Funcionário se despede após 21 anos nas Casas Bahia em meio ao anúncio de 2 mil demissões e fechamento de quase 300 lojas: ‘Coração cheio de gratidão’

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Funcionário se despede após 21 anos nas Casas Bahia em meio ao anúncio de 2 mil demissões e fechamento de quase 300 lojas: ‘Coração cheio de gratidão’

Edson Silva trabalhou por mais de duas décadas na rede varejista de Ponta Porã (MS); Casas Bahia avança com o fechamento de 298 lojas, equivalente a 28,7% de sua rede de lojas físicas

A empresa de varejo enfrenta uma combinação de vendas pressionadas, consumidores endividados e despesas financeiras elevadas, que fez com que as Casas Bahia entrassem em recuperação extrajudicial em 2024 devido ao desequilíbrio em sua estrutura de capital.

O processo foi solucionado por meio de uma negociação com os bancos, mas a companhia ainda enfrenta dificuldades para voltar a gerar caixa e registrar lucro de forma recorrente. Em 2025, a Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 3 bilhões.

O ex-colaborador Edson Silva destacou em vídeo que as mais de duas décadas na empresa foram marcadas por trabalho, aprendizado, conquistas e, sobretudo, pelas relações humanas construídas ao longo do caminho. Edson enfatizou ainda que deixa a companhia com “o coração cheio de gratidão”.

Entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14), a empresa demitiu cerca de 600 funcionários em um dia e programou outros 1,4 mil cortes no dia seguinte , além de determinar o encerramento das atividades de 298 pontos de venda, o equivalente a 28,7% de sua rede de lojas físicas.

O Secor (Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região) cobrou esclarecimentos formais da direção da Casas Bahia. A entidade informou que foi acionada por diversos trabalhadores que relataram surpresa com a suspensão repentina das operações e a falta de informações claras sobre desligamentos.

O sindicato informou que recebeu relatos de empregados que ainda não tiveram acesso a informações detalhadas sobre desligamentos, pagamento de verbas rescisórias, liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), seguro-desemprego e outros direitos trabalhistas.

O presidente da entidade, Luciano Pereira Leite, declarou em nota que a entidade adotará medidas para proteger a categoria:

“O Sindicato está acompanhando de perto essa situação e tomará todas as medidas necessárias para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência”, disse.

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