Proteína em tudo: o que a indústria não quer que você saiba
Nos anos 1990, era vitamina.
Hoje é proteína .
O roteiro é o mesmo: pegar um produto ultraprocessado, adicionar o nutriente em alta e fazê-lo parecer mais saudável.
Uma farmacêutica há 30 anos explica o que mudou, o que não mudou e a pergunta que o rótulo não quer que você faça.
Parei na frente da prateleira de salgadinhos e precisei piscar duas vezes.
Ali estavam: chips de proteína, pretzel de proteína, biscoito, sorvete.
Na gôndola do café, espuma de proteína para adicionar em qualquer bebida fria.
Na seção de cereais, Pop-Tart.
No corredor de bebidas, água com proteína, soda e, engatinhando ainda, até cerveja proteica.
Uma prateleira inteira de produtos que, há cinco anos, seriam identificados sem cerimônia como junk food, agora ostentando o mesmo selo dourado: HIGH PROTEIN.
A indústria de alimentos encontrou o nutriente da vez.
E o que ela sempre faz quando isso acontece, você já viu antes.
Vamos fazer uma viagem rápida aos anos 90.
O suco de laranja ganhou cálcio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.