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Economia

Estrangeiros despejam R$ 19 bilhões na bolsa em outubro; desafio agora é transformar aposta eleitoral em fluxo permanente

Seu Dinheiro ·

A bolsa brasileira recebeu uma enxurrada de dinheiro estrangeiro nas últimas semanas.

Segundo relatório da XP, investidores estrangeiros colocaram R$ 19,1 bilhões líquidos na B3 em outubro até o dia 14, no movimento mais forte do ano.

No entanto, o mercado está menos interessado em quanto dinheiro entrou e mais em quanto dinheiro vai ficar.

Isso porque, o impulso que fez os estrangeiros voltarem a olhar para o Brasil não foi uma análise de fundamento, mas uma aposta em torno das eleições presidenciais brasileiras.

Apenas o pregão seguinte ao primeiro turno concentrou uma entrada recorde de R$ 10,1 bilhões, a maior da história da bolsa, segundo a XP.

CONFIRA: Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações O problema é que o mesmo fator que ajuda a explicar a volta dos estrangeiros também alimenta a principal dúvida sobre a permanência.

Se a compra de ações foi motivada principalmente por uma aposta eleitoral, o próximo desafio da bolsa será convencer esses investidores a permanecerem no país quando a eleição se decidir.

Até o momento, a entrada acumulada de fluxo estrangeiro no ano chega a R$ 45,2 bilhões .

Estrangeiros compram, brasileiros vendem E, novamente, o rali recente da bolsa está sendo sustentado quase exclusivamente pelo capital estrangeiro.

Os participantes locais continuam reduzindo exposição à renda variável, segundo o levantamento da XP.

Em outubro, até o dia 14, os investidores institucionais retiraram R$ 7,9 bilhões da bolsa, enquanto as pessoas físicas sacaram outros R$ 6,5 bilhões.

Na prática, isso significa que os brasileiros continuam desconfiados do mercado acionário justamente no momento em que o investidor estrangeiro volta a enxergar oportunidades no país — ainda que táticas.

A participação dos estrangeiros nos negócios da B3 chegou a 63,2% neste mês , uma nova máxima segundo a corretora.

Já a participação das pessoas físicas recuou para 10%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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