Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
A recuperação extrajudicial da Raízen (RAIZ4) deu mais um passo importante.
A companhia agora avança para a etapa de implementação da reestruturação, com a aprovação das medidas necessárias à execução.
A assembleia geral extraordinária (AGE) que deliberará sobre as mudanças para capitalização, conversão de dívida e reorganização dos negócios foi marcada para 30 de outubro .
Para os analistas do BB Investimentos, este avanço reduz parte das incertezas sobre a execução do plano , o que é positivo para os ativos da empresa.
Entretanto, não resolve uma das principais dúvidas dos credores: quanto efetivamente será recuperado ao final do processo.
Em relatório divulgado nesta semana, os analistas do banco avaliam que a companhia está criando as condições necessárias para converter dívidas em ações, receber novos aportes de capital e concluir a separação dos negócios prevista na reestruturação.
"Para os bondholders , o avanço é construtivo, já que viabiliza a conversão de créditos, a nova governança e a separação dos negócios.
No entanto, o valor final de recuperação segue dependente da capitalização, da alocação de dívida entre os grupos e do desempenho dos ativos após a segregação", afirmam os analistas do banco.
O que avançou na reestruturação da Raízen O principal marco desta nova etapa será a assembleia marcada para 30 de outubro, quando os acionistas deverão votar as alterações necessárias para colocar o plano em prática.
Entre elas estão: o aumento do limite de capital autorizado da companhia, a criação de uma nova classe de ações preferenciais, e a criação de units que serão utilizadas na estrutura prevista para a conversão de dívidas em participação societária.
Além disso, o relatório destaca ainda a reformulação da governança da companhia , com a substituição do atual conselho de administração por um novo colegiado alinhado à execução do plano.
Na avaliação do BB, a mudança pode aumentar a proteção dos credores que se tornarão acionistas após a conversão de seus créditos.
Outro avanço relevante é o processo de segregação dos negócios da companhia.
A proposta prevê uma redução de capital de até R$ 35 bilhões mediante a entrega aos acionistas de valores mobiliários da Raízen Energia (RESA).
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