Globo não vai pedir desculpas a Lula
Por Jair de Souza* Na inquisitorial entrevista a que foi submetido na Rede Globo no passado dia 27/08/2026, Lula se manifestou dizendo que aquele grupo comunicacional lhe devia um pedido de desculpa pela violenta, intensa e massacrante campanha difamatória que havia desfechado contra ele e seu governo no período marcado pela atuação da quadrilha de bandidos que ficou conhecida como Operação Lava-Jato.
Como agora é sabido, foi durante essa funesta etapa de nossa história recente que alguns dos mais sórdidos crimes de lesa-pátria foram cometidos sob os auspícios do grande capital dos centros imperialistas e com as bênçãos e encorajamento da Rede Globo e do conjunto da mídia corporativa de nosso país.
Dentre as terríveis agressões sofridas pela nação brasileira nesse processo, podemos citar o quase completo aniquilamento de nossa portentosa indústria da engenharia civil, que levou ao desmantelamento de quase todas as grandes empresas nacionais desse ramo de atividade, o que, por sua vez, acarretou a perda de milhões de empregos; a paralização e inviabilização de nossa indústria naval, com a consequência de deixar-nos inteiramente dependentes dos grandes conglomerados estrangeiros desse setor; o esfacelamento de nossa maior e mais significativa empresa, a Petrobrás, com a transferência de vários de seus ativos e funções para o controle de corporações dos centros imperialistas.
Um processo destrutivo de tão imensas proporções jamais teria como ser implementado sem um fortíssimo esquema de apoio que lhe garantisse, pelo menos, a neutralidade passiva da maioria de nossa população.
E, convenhamos, implementar tal tarefa se mostrava, naquele momento, uma façanha quase que impossível de realizar.
É que, conforme os dados das sondagens indicavam, Lula havia saído de sua segunda gestão presidencial com um nível de aprovação acima de 87%.
Campanha sem fim Diante desse panorama adverso, as forças mais estreitamente vinculadas ao imperialismo precisavam encontrar maneiras de reverter a quase unanimidade aprobatória que havia a respeito de Lula e sua gestão à frente da política do Estado.
E, imbuída desse sentimento e desejo, a Rede Globo e suas congêneres decidiram deslanchar aquela que viria a constituir a mais ultrajante campanha de deturpação de imagem e fomento ao ódio de nosso país, pelo menos, nas últimas cinco décadas.
Assim, amparados em sua grande afinidade com os conceitos emanados do teórico e prático comunicacional de sua predileção, Joseph Goebbels, puseram mãos à obra ao projeto que visava transformar Lula e seu partido em objetos da fúria e do rancor de nossa população.
A partir de então, tudo de ruim que pudesse haver no imaginário de nossa gente deveria ser atribuído a eles.
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