Salão do Automóvel de Paris amplia disputa no segmento de carros elétricos na Europa
Paris Embora a presença de marcas chinesas tenha chamado a atenção na edição 2026 do Salão do Automóvel de Paris, o fato mais relevante do evento que termina neste domingo (18) é a reação das marcas europeias diante desse avanço. Pela primeira vez, as montadoras tradicionais exibiram lançamentos e protótipos capazes de competir em preço e aptidões com os elétricos asiáticos.
Ao apresentar produtos com maior potencial de vendas, as fabricantes buscam proteger seu próprio espaço enquanto tentam ampliar a presença global.
"A Europa representa hoje mais de 50% das nossas atividades", diz Ivan Segal, vice-presidente global de vendas da Renault . "Nossa ambição é chegar a uma distribuição equilibrada, de 50% para cada região."
O público tem respondido bem às novidades das marcas em Paris. Na terça (13), primeiro dia do evento, a multidão que foi ao Expo Porte de Versailles fez fila para ver de perto modelos a bateria que acabam de chegar às lojas, como o novo Renault Twingo . Entre os conceitos, a segunda geração do clássico Citroën 2CV, carro mais icônico da França, passou o dia cercado pelo público.
Os valores de ambos são competitivos diante de rivais como o BYD Dolphin Mini, que custa a partir de € 19.990 (R$ 112,5 mil) na França. O Twingo é oferecido por € 19.490 (R$ 110,1 mil) em seu país de origem, enquanto o 2CV tem preço inicial estimado em € 15 mil (R$ 84,7 mil). Seu lançamento está previsto para 2028.
Após obter resultados ruins nas vendas dos primeiros modelos da linha ID, a Volkswagen também se movimenta para recuperar espaço entre os veículos elétricos. A principal novidade apresentada pela empresa no Salão de Paris é a versão a bateria do SUV médio Tiguan , que deve substituir o ID.4. Sua autonomia é estimada em 600 quilômetros, segundo a marca alemã.
A Audi exibe o A2, um hatch elétrico de porte compacto e suspensão elevada que vai concorrer com o Volvo EX30. Apesar de o nome remeter a um monovolume diminuto lançado em 1999, a versão atual tem proposta bem diferente. A tração é traseira, com versões cujas potências variam de 170 cv a 326 cv. O preço vai partir do equivalente a R$ 215 mil na Europa.
Até a italiana Lancia exibe um novo carro na França. Parte do grupo Stellantis, a marca dá uma prova de vida com o novo Gamma, cuja versão elétrica tem alcance estimado em até 741 km na versão Long Range. Seu nome remete à uma linha de carros lançada há 50 anos, mas não há saudosismo nas formas. A opção atual tem carroceria no estilo SUV cupê, comum a tantos outros utilitários modernos.
Entre os subcompactos, o destaque do Salão de Paris é o novo Smart. Com apenas dois lugares e 2,75 metros de comprimento, o modelo retoma o estilo original e o apelo estritamente urbano. O carrinho foi projetado pela Mercedes-Benz , mas a produção será na China. Desde 2019, a empresa alemã e a Geely dividem o controle da marca.
Devido à origem, o Smart não terá um preço tão atraente para o seu porte.
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