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Tarcísio, sobre impeachment no STF: 'Instrumento válido, sem personalizar'

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Tarcísio, sobre impeachment no STF: 'Instrumento válido, sem personalizar'

O candidato à reeleição para o governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse hoje que o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) é um "instrumento válido", mas que não se pode "personalizar o debate". O governador participou de sabatina dos jornais O Globo e Valor Econômico da Rádio CBN.

Plataforma política de candidatos da extrema direita nas eleições deste ano, o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) é uma discussão válida, na visão de Tarcísio. Para ele, no entanto, o debate não pode ser direcionado a integrantes específicos da Corte.

A gente não pode personalizar o debate, a gente tem que discutir instrumento. O instrumento é válido? É válido. Ele existe, está regulamentado? Existe. O presidente da República não pode sofrer impeachment? Pode, nós tivemos dois que sofreram. Ora, se um presidente pode sofrer impeachment, um ministro do Supremo também não pode? Pode, desde que também o devido processo aconteça e aí é um processo político, um processo que tem endereço, e esse endereço é o Senado Federal. Então é entender que existem esses mecanismos e esses mecanismo são possíveis.

Tarcísio voltou a dizer que confia na segurança das urnas eletrônicas. O posicionamento contrasta com o do candidato à Presidência da República e seu aliado, Flávio Bolsonaro (PL), que chegou a questionar o sistema de votação brasileiro em reunião com embaixadores. O governador ainda defendeu que o tema não deve ser considerado pauta e criticou o governo Lula.

Eu confio. Eu confio absolutamente na segurança das urnas. Eu acho que esse assunto não deveria... Isso não é pauta. Não é mais pauta, não deve ser. Acho que a gente tem que falar de outras pautas. Casas Bahia é pauta. Porque você vê o seguinte, olha a situação do empreendedor brasileiro. A gente tem uma situação hoje muito complicada. A gente tem um aperto de crédito. Veja que o próprio Brasil está encurtando a dívida. Vai que amanhã a gente tem um problema de rolagem de dívida. A gente pode ter um problema de câmbio, pressão inflacionária com uma taxa de juros que já está alta. Eu acho que isso é pauta.

Tarcísio disse que o fato de Flávio Bolsonaro ter assinado uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da reeleição sinaliza para "alternância de poder". A declaração vem em meio a rumores de que o governador pode ser candidato à Presidência em 2030. Ontem, pela primeira vez, Tarcísio admitiu a possibilidade de concorrer ao Planalto na próxima disputa pelo Planalto.

Acho que o gesto do Flavio [assinar a PEC] não sinaliza para mim, mas sinaliza para todo o grupo, alternância. E isso, claro, traz incentivos para uma série de grupos de partidos que, olha, a gente vai ter uma alternância maior. Mas eu acho que não dá para pensar agora em 2030. Está muito distante, tem muita água para rolar . A gente tem que antes superar 2026, ver como é que vai ficar o cenário. Muita coisa pode acontecer.

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