Quanto eu teria tivesse investido R$ 10 mil em ações do Banco do Brasil há 20 anos
Um investimento de R$ 10 mil em ações do Banco do Brasil (BBAS3) há 20 anos teria se transformado em aproximadamente R$ 97,4 mil até julho de 2026. O cálculo, feito pela Economatica a pedido da EXAME , considera a valorização acumulada da ação ajustada por proventos no período entre 31 de julho de 2006 e 31 de julho de 2026 .
A valorização do banco estatal chegou a 874% em duas décadas , segundo a base de dados. O retorno acumulado considera dividendos, juros sobre capital próprio (JCP), desdobramentos e outros eventos corporativos que alteram a trajetória da ação.
Na prática, trata-se de uma simulação de retorno total, que pressupõe a incorporação desses proventos ao desempenho do investimento, sem considerar impostos, taxas ou outros custos de operação.
A trajetória também se manteve positiva em períodos menores. Um investimento hipotético de R$ 10 mil em BBAS3 há 15 anos teria chegado a aproximadamente R$ 45,5 mil , enquanto uma aplicação feita há cinco anos teria alcançado cerca de R$ 20,3 mil , segundo a Economatica.
No acumulado de agosto, no entanto, as ações do banco estatal caíram cerca de 14,7%. Na quinta-feira, 13, BBAS3 fechou com queda de 4,16%, com suas pepeis cotados a R$ 18,21.
No segundo trimestre de 2026, o Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,91 bilhões , alta de 13,9% na comparação com o primeiro trimestre e de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior .
O resultado veio acompanhado, porém, de um cenário mais desafiador no crédito. A inadimplência acima de 90 dias chegou a 5,61% da carteira em junho , alta de 56 pontos-base no trimestre e de 165 pontos-base em 12 meses , pressionada principalmente pelas carteiras de pessoas físicas e produtores rurais.
Um dos pontos de atenção foi o cartão de crédito para pessoas físicas. Segundo a administração, uma modalidade de parcelamento automático de faturas contribuiu para uma deterioração maior do indicador e foi interrompida pela instituição.
“Quando começou a rodar essa nova modalidade de parcelamento automático, sem o pagamento de uma entrada, a gente percebeu que isso virou quase que como se fosse um movimento se retroalimentando”, afirmou Geovane Tobias , vice-presidente financeiro do Banco do Brasil.
Segundo o executivo, o banco antecipou provisões e passou a revisar contratos para reconhecer atrasos que ainda não estavam refletidos nos indicadores.
Apesar da pressão sobre a qualidade do crédito, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros , afirmou que a instituição espera uma normalização dos indicadores nos próximos períodos.
“A tendência é que a gente tenha realmente ali uma normalização dessa curva de inadimplência”, disse.
O custo do crédito, porém, continua sendo um dos principais desafios. A despesa com provisões para perdas esperadas somou R$ 18,48 bilhões no segundo trimestre , alta de 16,1% na comparação anual . No primeiro semestre, o custo do crédito chegou a R$ 37,3 bilhões , avanço de 43,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Ao mesmo tempo, o banco manteve capacidade de geração de receitas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.