Líder religioso indiciado por 19 crimes fazia 'ameaças de males espirituais' contra fiéis, diz polícia
Líder religioso é indiciado por 19 crimes após denúncias de fiéis em Palmas O líder religioso indiciado em Palmas fazia ameaças envolvendo supostos males espirituais, doenças e morte contra pessoas que manifestavam intenção de deixar a instituição.
Segundo a Polícia Civil, as vítimas eram submetidas a situações de forte pressão psicológica e emocional.
O homem de 38 anos teve apenas as iniciais F.C.L divulgadas pela polícia e o g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
Ele foi investigado em sete inquéritos e indiciado pelo total de 19 crimes, que incluem violência psicológica, agressões físicas, ameaças, perseguição, discriminação e importunação sexual. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp De acordo com as investigações, o suspeito utilizava sua posição de liderança espiritual que exercia sobre os fiéis para estabelecer um rígido ambiente de controle e submissão.
Segredos íntimos e informações pessoais, compartilhados pelas vítimas durante aconselhamentos privados com o dirigente, eram posteriormente utilizados por ele como ferramenta de barganha.
Os fiéis eram constrangidos e expostos publicamente diante de outros frequentadores.
LEIA MAIS Líder religioso é indiciado por 19 crimes, incluindo ameaças, agressões e importunação sexual em Palmas Mulher é esfaqueada ao reagir a tentativa de estupro em Palmas, diz polícia Viatura Polícia Civil do Tocantins Divulgação/Polícia Civil Os inquéritos reúnem relatos de diferentes formas de violência física e psicológica ocorridas no ambiente religioso.
Uma mulher relatou que foi agredida fisicamente e impedida de procurar atendimento médico sob intensas ameaças de natureza espiritual feitas pelo líder.
Em outro caso, uma mãe foi constrangida e impedida de prestar socorro hospitalar à própria filha que necessitava de atendimento emergencial.
Outra frequentadora relatou ter sido submetida a toques de cunho sexual sem consentimento.
O dirigente justificou o ato alegando que estava sob "incorporação de uma entidade espiritual".
A mesma mulher passou a sofrer assédio persistente e teve sua residência invadida pelo suspeito.
A investigação apontou que o suspeito fornecia e induzia os frequentadores ao consumo de substâncias ilícitas, especificamente maconha e cocaína, sob o pretexto de que as drogas facilitariam as conexões espirituais.
A polícia também identificou casos de agressão, falas e atos discriminatórios praticados pelo líder contra as vítimas, relacionados a raça, orientação sexual e identidade de gênero.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Tocantins.