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Jovens veem tecnologia como ameaça e aposta ao mesmo tempo, segundo pesquisa

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Jovens veem tecnologia como ameaça e aposta ao mesmo tempo, segundo pesquisa

Levantamento com 1.816 jovens brasileiros de 16 a 29 anos mostra que 90% temem que a inteligência artificial elimine vagas de trabalho, mas a maioria aposta no ensino técnico e na experiência prática como caminho para conseguir emprego.

A pesquisa Juventude e o Mundo do Trabalho , realizada pela Fundação Itaú com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva, ouviu 1.816 jovens de todo o país entre 11 e 23 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais.

O estudo mapeia como essa geração encara a tecnologia, a qualificação profissional e os principais obstáculos para ingressar e se manter no mercado de trabalho.

Segundo o levantamento, 90% dos entrevistados acreditam que a tecnologia e a inteligência artificial vão eliminar muitas vagas nos próximos anos, e metade teme perder oportunidades de trabalho por causa desses avanços — percentual que sobe para 63% entre os jovens que atualmente não trabalham nem estudam.

Apesar do receio, a tecnologia também é vista como aliada: 97% dos jovens usam internet ou ferramentas digitais para aprender de forma autônoma e reconhecem seu papel no crescimento profissional.

Diante desse cenário, o ensino técnico ganha força como alternativa.

Para 91% dos entrevistados, cursos técnicos são a forma mais rápida de entrar no mercado, e 88% consideram que esse tipo de formação prepara melhor para o trabalho do que o ensino tradicional.

Outros 86% afirmam que essa qualificação é valorizada pelas empresas.

Continua após a publicidade A pesquisa reforça ainda a centralidade da prática na percepção dos jovens: 90% dizem que aprendem mais no dia a dia do trabalho do que na educação formal.

Ao serem consultados sobre prioridades para programas de apoio ao emprego jovem, 60% indicaram que as iniciativas deveriam oferecer cursos com conteúdo prático, não apenas teórico.

A experiência profissional também aparece como fator decisivo: 55% dos jovens apontam tê-la como o principal critério para conseguir uma boa vaga, enquanto 49% citam sua ausência como a maior barreira de entrada no mercado.

Nesse contexto, programas como estágio e jovem aprendiz têm avaliação positiva: 42% dos entrevistados já participaram de alguma dessas modalidades, e, entre eles, 96% consideram essas experiências boas alternativas para quem não tem vivência profissional, enquanto 94% dizem que contribuíram para o futuro na carreira.

Continua após a publicidade “Na verdade, a pesquisa revela que os jovens não veem a tecnologia apenas como uma ameaça ou como uma oportunidade”, diz Carla Chiamareli, gerente do Observatório Fundação Itaú.

“Eles entendem que ela trará mudanças importantes para o mercado de trabalho e também acreditam que pode ser uma aliada para o aprendizado, a qualificação e o crescimento profissional.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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