Nepal: número de mortos por inundação sobe para 675
Ao menos 675 pessoas foram mortas pela inundação que se espalhou pela fronteira entre Nepal e Tibete na última quarta-feira, 26.
A catástrofe provocou múltiplos deslizamentos de terra e cerca de 3 000 civis permanecem desaparecidos e podem estar presos em túneis abaixo dos detritos.
Entre eles, estão mais de 900 trabalhadores do setor energético, além de 500 estrangeiros que visitavam a região.
A destruição ocorreu ao longo de uma rota que liga Catmandu a Lhasa, no Tibete — um trajeto muito frequentado por praticantes de trekking e peregrinos hindus e budistas.
Quase todos os mortos confirmados se concentram no Nepal.
Na China, 7 baixas foram registradas.
O número de corpos têm sobrecarregado as autoridades nepalesas e enchido hospitais e necrotérios de familiares enlutados.
A Cruz Vermelha estimou nesta sexta-feira, 28, que mais de 90 mil pessoas foram diretamente afetadas pelo deslizamento de terra catastrófico.
Vídeos do desastre mostram uma enorme parede de água avançando sobre a região enquanto pessoas tentavam fugir.
A força, o volume e a velocidade da enchente deixaram pouco tempo para que as pessoas pudessem escapar.
Continua após a publicidade O desastre também elevou o temor de novas inundações, uma ameaça que dificulta o trabalho das equipes de resgate.
Caminhões com suprimentos ficaram impedidos de avançar devido ao rompimento de um lago formado pelos detritos do deslizamento de terra por trás das inundações.
O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, alertou ainda que seis unidades de saúde locais foram danificadas na região e advertiu para o risco de doenças infecciosas após a tragédia.
“Após um desastre dessa escala, deslocamento, superlotação e interrupção dos serviços de água, saneamento e saúde podem aumentar o risco de doenças infecciosas, incluindo diarreia e doenças respiratórias”, disse ele.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.