Galáxias mortas estão apagando seus sinais de rádio mais rápido do que os modelos previam: descoberta revela uma fase curta após o desligamento do buraco negro
Estudo confirma 12 galáxias remanescentes e revela que seus sinais de rádio podem desaparecer rapidamente após o desligamento dos jatos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Astrônomos descobriram que galáxias remanescentes podem perder seu brilho em ondas de rádio mais rapidamente do que se imaginava. Um estudo publicado em julho de 2026 confirmou 12 galáxias cujos jatos alimentados por buracos negros supermassivos já haviam cessado. As idades espectrais estimadas, entre 8 e 42 milhões de anos, revelam uma população jovem e pouco detectada pelos levantamentos astronômicos anteriores.
Algumas galáxias possuem buracos negros supermassivos que acumulam matéria e alimentam jatos de partículas energéticas. Esses jatos podem se estender por distâncias enormes, criando estruturas chamadas lóbulos de rádio, que permanecem luminosas enquanto recebem novas partículas aceleradas.
Quando a alimentação dos jatos termina, os lóbulos deixam de receber energia suficiente para sustentar sua emissão. Entretanto, o brilho não desaparece imediatamente. As partículas energéticas continuam produzindo radiação por algum tempo, permitindo que os astrônomos identifiquem uma fase remanescente da atividade do núcleo galáctico.
A equipe examinou 14 candidatas a galáxias remanescentes em uma região do céu conhecida como XMM-LSS. Para investigar suas propriedades, combinou observações dos radiotelescópios MeerKAT e uGMRT com registros dos instrumentos LOFAR, GMRT e Jansky Very Large Array.
As medições abrangeram frequências entre 144 megahertz e 1,5 gigahertz. Ao comparar a intensidade das emissões em diferentes frequências, os cientistas conseguiram determinar quais objetos haviam interrompido o fornecimento de partículas aos lóbulos e quais ainda apresentavam atividade.
A radiação observada é produzida principalmente pelo movimento de elétrons energéticos em campos magnéticos, processo conhecido como emissão síncrotron. Quando os jatos deixam de fornecer novas partículas, os elétrons existentes continuam perdendo energia, provocando mudanças na intensidade e no espectro das ondas de rádio.
Outro mecanismo importante é o espalhamento Compton inverso, no qual elétrons energéticos transferem parte de sua energia para fótons, incluindo aqueles da radiação cósmica de fundo. Esse processo pode acelerar o enfraquecimento das fontes mais distantes, enquanto a expansão dos lóbulos também contribui para reduzir seu brilho.
O estudo foi liderado por Sushant Dutta, com participação de pesquisadores da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, e de instituições internacionais. Publicado em 14 de julho de 2026 no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o artigo científico sobre as idades espectrais das galáxias remanescentes utilizou modelos de envelhecimento das partículas para estimar a evolução dos lóbulos de rádio.
Os resultados indicaram idades espectrais totais entre aproximadamente 8 e 42 milhões de anos, enquanto mapas detalhados revelaram valores locais de 3 a 43 milhões de anos. A proporção estimada da vida das fontes transcorrida após o desligamento dos jatos variou entre 4% e 83%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.