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EUA acusam China de ligação com hackers que invadiram Nasa, Fed e Senado

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EUA acusam China de ligação com hackers que invadiram Nasa, Fed e Senado

Autoridades dos Estados Unidos desativaram uma infraestrutura digital que, segundo o Departamento de Justiça americano, era usada por hackers ligados ao governo da China para realizar ataques contra órgãos públicos americanos e redes consideradas estratégicas.

A operação, anunciada nesta quarta-feira, 26, resultou na apreensão dos domínios de duas plataformas utilizadas nas invasões, chamadas QScan e QTRouter.

Entre os alvos identificados pelas autoridades americanas estão a Nasa , o Federal Reserve ( Fed ), o Departamento de Justiça, o Senado, o Departamento de Energia e empresas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul .

O governo do presidente Donald Trump , no entanto, não informou quais sistemas foram efetivamente comprometidos nem se houve roubo de dados.

De acordo com o Departamento de Justiça, o grupo responsável pelas operações, identificado como QTFY , atua ao menos desde 2018 e estava associado à empresa chinesa Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company.

As autoridades afirmam que a companhia prestava serviços de ciberataque para clientes como o Ministério da Segurança do Estado da China e o Exército de Libertação Popular chinês.

Continua após a publicidade As plataformas desativadas funcionavam como uma espécie de rede de ocultação para os ataques.

Segundo os investigadores, elas permitiam que os invasores direcionassem o tráfego malicioso por meio de dispositivos comprometidos em outros países.

Dessa forma, os ataques aparentavam ter origem fora da China, dificultando a identificação dos responsáveis.

Continua após a publicidade Os documentos citados pelas autoridades indicam que o grupo tentou acessar sistemas americanos durante pelo menos oito anos.

Em setembro de 2024, segundo o Departamento de Justiça americano, invasores obtiveram acesso a sistemas de três laboratórios do Departamento de Energia, dos Institutos Nacionais de Saúde, de uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos e de uma fabricante americana de equipamentos de segurança.

As autoridades americanas afirmaram que a ofensiva contra a infraestrutura do QTFY faz parte de uma estratégia mais ampla para interromper campanhas cibernéticas chinesas contra redes sensíveis dos Estados Unidos.

Continua após a publicidade Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian , disse nesta quinta-feira, 27, que os Estados Unidos estão tentando “lançar lama contra a China sob o pretexto da segurança cibernética” e cobrou provas das alegações.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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